terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Estudando Kardec


·      12/03/2014 - Por nossolar Em

A cada semana estaremos publicando um estudo de capítulos escolhidos dos livros da codificação – O Livro dos Espíritos; O Livro dos Médiuns; O Evangelho Segundo o Espiritismo; A Gênese; O Céu e o Inferno.
Com este canal esperamos oferecer mais uma oportunidade de conhecimento da Doutrina Espírita.
Nesta Semana iniciamos O Evangelho Segundo o Espiritismo

O Evangelho Segundo o Espiritismo publicado em abril de 1864.
Este livro é ele a bússola religiosa do Espiritismo.
Dedicado à explicação das lições e da moral do Cristo.
Todos os capítulos apresentam instruções passadas pelos Espíritos Superiores.
A leitura e o estudo são imprescindíveis aos espíritas, e a todos que se preocupam com a formação moral das criaturas, independente da crença religiosa. É fonte inesgotável de sugestões para a construção de um Mundo de Paz e Fraternidade.

Não vim destruir a Lei - Aliança da Ciência e da Religião - cap. I
Vamos encontrar nos Evangelhos de Mateus, 17; 10-13; Marcos, 18: 10-12, a passagem onde Jesus afirma: digo-vos, porém, que Elias já veio e eles não o conheceram, antes fizeram dele quanto quiseram. Então compreenderam os discípulos que de João Batista é que ele lhe falara.A reencarnação fazia parte dos dogmas judeus, sob o nome de ressurreição.
Somente os Saduceus, que pensavam que tudo acabava com a morte, não acreditavam nela. As idéias dos judeus sobre essa questão, como sobre muitas outras, não estavam claramente definidas, porque só tinham noções vagas e incompletas sobre a alma e sua ligação com o corpo. Eles acreditavam que um homem podia reviver, sem terem uma idéia precisa da maneira porque isso de daria, e designavam pela palavra ressurreição o que o Espiritismo chamava, mais justamente, de reencarnação.
Com efeito, a ressurreição supõe o retorno à vida do próprio cadáver, o que a ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já estão há muito dispersos e consumidos. A reencarnação é a volta da alma ou espírito à vida corpórea, mas num outro corpo, novamente constituído e que nada tem a ver com o artigo.A idéia da reencarnação é muito antiga, mas foi o Espiritismo quem criou, como muitos afirmam. No antigo Egito, 3.000 anos a.C. as tradições desse povo já afirmavam "que antes de nascer a criança já tinham vivido e que a morte não era o fim". No Papyrus Anana de 1320 a.C. a reencarnação era retratada com uma clareza surpreendente, chegando a dizer que "o homem volta à vida várias vezes, mas não consegue recordar-se das existências prévias, exceto de vez enquanto, em um sonho sou pensamento relacionado a alguns acontecimentos duma vida anterior..."Na Cabala, doutrina judaica esotérica sobre Deus e o Universo, surgida 200 anos a.C., estuda a teologia e filosofia dos hebreus.
Na Cabala a criação é um ato de amor e virá o tempo que Deus receberá de novo a todos e a vida será uma festa eterna, aceitam a reencarnação. Annie Besant, teosofista inglesa, escreveu o livro A Sabedoria Antiga e lá deparamos com a frase muito importante: " Excluindo a reencarnação do número de suas crenças, o mundo moderno arrebatou a Deus a sua Justiça e ao homem a sua esperança".Psicoterapeutas atuais como Dra. Edith Fiori comprova a reencarnação através de seus pacientes e demonstra em seu livro Possessão Espiritual.
O mesmo faz a Dra. Helen Wambach no seu livro Vida antes da Vida, que aconselhamos as pessoas que se interessam por esse lado mais científico e menos filosófico. Os espíritas, além de aceitarem todas essas comprovações e afirmações mais variadas de épocas remotas de forma filosóficas e compreendendo que Deus é Pai de amor, justiça e bondade, vê na reencarnação o único modo de evolução, aperfeiçoamento para o espírito desde que é criado como princípio espiritual.
Essa compreensão afasta a idéia de prêmio ou castigo na lei de causa e efeito e sim no aspecto de burilamento para sua perfeição. E encerramos este pequeno trabalho com esta frase de Herminio Miranda: Em cada encarnação de purificação, pela correção dos desvios de comportamento.

Evangelho Segundo o Espiritismo Cap. 2– O Ponto de Vista
A análise de Kardec é perfeita sobre os diversos ângulos que o mesmo ponto dá a cada um e conforme a sua maneira de interpretar e entender o que vê e como será a vida futura.
“Para aquele que se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual, a vida corporal não é mais do que rápida passagem, uma breve permanência num país ingrato. A morte nada tem de pavoroso, não é mais a porta do nada, mas a da libertação, que abre para o exilado a morada da felicidade e da paz. Pela simples dúvida sobre a vida futura, o homem concentra todos os seus pensamentos na vida terrena. Incerto do porvir dedica-se inteiramente ao presente. Não entrevendo bens mais preciosos que os da terra, ele se porta como a criança que nada vê além dos seus brinquedos e tudo faz para os obter sob o ponto de vista da vida terrena, em cujo centro se coloca tudo se agiganta ao seu redor. O mal que o atinge, como o bem que toca aos outros, tudo adquire aos seus olhos enorme importância.
É como o homem que, dentro de uma cidade, vê tudo grande em seu redor: os cidadãos eminentes como os monumentos; mas que, subindo a uma montanha, tudo lhe parece pequeno. Assim acontece com aquele que encara a vida terrena do ponto de vista da vida futura: a humanidade, como as estrelas no céu, se perde na imensidade ele então se apercebe de que grandes e pequenos se confundem como as formigas num monte de terra; que operários e poderosos são da mesma estatura; e ele lamenta essas criaturas efêmeras, que tanto se esfalfam para conquistar uma posição que os eleva tão pouco e por tão pouco tempo."O ponto de vista da vida futura nos incentiva a construir hoje para possuir paz amanhã; a entender as injustiças aparentes e perde-se o desejo obsessivo de termos tudo na vida presente. Aceitar a dor sem desequilíbrios a visão da morte não será mais aterradora "apenas uma porta que permite entrarmos na vida espiritual", assim como foi colocado no começo deste texto.Para encerrar essa mensagem gostaríamos de apresentar o livro Os Mortos Nos Falam escrito pelo Padre François Brune, já em 2ª edição e que teve imensa repercussão quando lançado aqui no lado ocidental do mundo.
É o autor que diz- Escrevi este livro para tentar derrubar o espesso muro de silêncio, de incompreensão, de ostracismo, erigido pela maior parte dos meios intelectuais do ocidente. Para eles dissertar sobre a eternidade é tolerável; dizer que se pode entrar em comunicação com ela é considerado insuportável.

Podemos assim avaliar um outro ponto de vista, o de um padre que afirma em seu livro no início do 3º capítulo: - Todos os cemitérios estão vazios. Isto nunca será repetido o bastante. Mais exatamente: os túmulos não contêm mais do que velhas vestimentas em processo de decomposição.
Bibliografia Evangelho Segundo o Espiritismo, Kardec, Allan
Os Mortos Nos Falam, Brune, Pe. François Charles Antoine

O Livro dos Espíritos
Publicado em 18 de abril de 1857
Considerado o livro básico da Filosofia Espírita, o marco inicial, contém os princípios fundamentais do Espiritismo, tais como foram transmitidos pelos Espíritos Superiores a Allan Kardec por meio de vários médiuns.
Os ensinamentos deste livro conduzem o homem à redescoberta de si mesmo, no campo Espiritual, fornecendo-lhe recursos para que compreenda, sem mistério, quem é, de onde veio e para onde vai. Nele se cumpre a promessa do Consolador.
O início de uma compreensão raciocinada da fé em Deus.

Natureza das Penas e Gozos Futuro- analise das questões 965 a 982
Após a morte a vida prossegue para o espírito com a mesma intensidade e vamos deparar com as consequências de nossos atos e pensamentos. O homem pela falta de conhecimento julga os sofrimentos e recompensas como algo material; não podem ser materiais, desde que a alma não é de matéria.
Essas penas e esses gozos nada têm de carnal e por isso mesmo são mil vezes mais vivos do que os da Terra.
A Felicidade dos bons espíritos consiste em conhecer todas as coisas: não conhecem o ódio, o ciúme, a inveja, nem angustia e sofrimentos da vida material. Entre os perfeitos e os maus há uma infinidade de graus.
Os espíritos puros compreendem Deus e o auxilia na construção dos mundos e a supervisioná-los. Quanto aos espíritos inferiores o sofrimento é interno; aí também existem graus, mais e menos penosos. Comprazem-se em tirar do caminho do bem os que tentam melhorar, principalmente os encarnados. O maior sofrimento para eles é o de imaginar que esse sofrimento é eterno.
A idéia do inferno, do fogo eterno é muito antiga e o inferno cristão é cópia do inferno pagão. Geeno era o inferno dos antigos hebreus, sete séculos a.C. Homero, poeta e historiador grego 600 anos a.C. já citava o fogo eterno. Virgílio, poeta latino, guia de Dante Alighieri, autor de A Divina Comédia, também falava do fogo eterno. As visões de Dante sobre o Inferno -Céu e Purgatório, segundo Kardec traduzem o que acreditamos ver e a influência muito grande da época ( A Divina Comédia, foi escrita em 1314 a 1321).
Esse tipo de orientação jamais conseguiu refrear os instintos inferiores, somente a fé raciocinada é que consegue. Na concepção da Doutrina Espírita esses sofrimentos são temporários. Podemos verificar na última parte do livro O Céu e o Inferno de Allan Kardec, inúmeros depoimentos de espíritos que falam sobre seus sofrimentos após a morte e a grande esperança em futuras reencarnações. André Luiz no livro Os Mensageiros, cap. 22 , " Os que dormem".
Diz André Luiz que num grande salão vê 2.000 espíritos em sono profundo, com fisionomia desagradável, são aqueles que nunca fizeram o bem, outros por indiferença e comodismo não acreditavam na vida após a morte, estão magnetizados pelas próprias concepções negativistas.
Só que cada um traz dentro de si os momentos dolorosos e graves que haviam provocado.
Crimes, indiferenças, irresponsabilidade no lar com os filhos e familiares. Irão despertar um dia e regressarão a reajustes necessários. Evidentemente todos serão felizes um dia, pois para isso fomos criados. O sofrimento age como um tratamento e um despertamento aos espíritos mais endurecidos.

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