domingo, 29 de agosto de 2010

"HAURÉLHO" DAS LOIRAS

"HAURÉLHO" DAS LOIRAS

Diabetes........................Dançarinas do diabo
Abismado...................Aquele que caiu num abismo
Pressupor.......................Colocar preço em algo
Missão.............................Missa prolongada
Padrão............................Padre muito alto
Estouro...........................Touro que virou boi
Democracia..............Sistema de governo do inferno
Barracão..................Proibe a entrada de cachorros
Homossexual..................Sabão para lavar as partes íntimas
Ministério........................Pequeno aparelho de som
Edifício............................Antônimo de 'é fácil'
Detergente......................Ato de prender humanos
Armarinho.......................Vento que vem do mar
Eficiência..................Estudo das propriedades do 'F'
Conversão......................Papo prolongado
Barganhar...................Receber de herança um bar
Fluxograma.............Direção em que cresce o capim
Halogênio......................Cumprimento a um gênio
Expedidor......................Antigo mendigo
Luz solar......................Sapato com luz na sola
Cleptomaníaco...............Fã de Erci Clapton
Tripulante.......................Especialista em salto triplo
Aspirado.......................Carta de baralho maluca
Coitado........................Vítima de coito
Cerveja........................O sonho de toda revista
Regime militar..................Dieta feita no exército
Bimestre..................Mestre em duas artes marciais
Caçador.......................Quem procura ter dor
Volátil..........................Avisa ao tio que vai lá
Assaltante......................Um 'A' que salta
Determine................Prender a namorada do Mickey
Pornográfico.............O mesmo que por no desenho
Coordenada...................Que não tem cor
Presidiário.......................Que é preso todos OS dias
Ratificar.........................Tornar-se um rato
Suburbanos..............Habitantes de túneis do metrô
Violentamente.................Viu bem devagar
Contribuir.......................Ir com vários índios

complexidade, reflexões de uma mulher

Até as mulheres mais duronas que não se deixam abalar por nada ficam arrepiadas com as seguintes palavras: infidelidade e deslealdade. Mas até isso tem um motivo, afinal, quando se pensa em casar quer se fazer tudo a dois. E quando aparece uma terceira pessoa a situação complica. Mas será que ser desleal quer dizer a mesma coisa que infiel? Numa relação amorosa essas palavras assumem papéis diferentes…ou não? Abrimos o debate! O que você pensa?
Fidelidade é cultura
É certo que fidelidade tem muito mais apelo na nossa cultura, inclusive pela conotação sexual da expressão. “Se buscarmos lá atrás, em tempos mais remotos, vemos que fidelidade tem a ver com a virgindade das mulheres. Era a garantia que o homem tinha de que os filhos seriam realmente seus legítimos herdeiros”, conta o psicólogo e professor da PUC-SP Antonio Carlos Amador, autor do livro Ou eu, ou ela (Editora Harbra).
Acho que existem dois tipos de traição, a sexual e a moral. Nem sempre quem é infiel é desleal. Eu, por exemplo, perdoaria uma traição sexual, mas nunca uma deslealdade, que é quando você confia em alguém e este alguém lhe apunhala pelas costas
Mas antigamente, pasmem, ser fiel não era, digamos, de praxe em algumas sociedades. Os casais de Esparta, na Grécia, não davam a mínima para o adultério. Pelo contrário: ele era praticado sem pudores para combater o ciúme excessivo. E nem a Igreja Católica segurou as francesas de Savóia! Uma vez por ano, elas se reuniam para visitarem tabernas e se encontrarem com outros homens. Todas, atenção, com o consentimento dos respectivos maridos.
Mas os tempos mudaram. Falar, hoje, em traição, seja como contrário de fidelidade ou de lealdade, é quase como provocar uma centelha num terreno altamente inflamável e explosivo. Por outro lado, a psicóloga Maria Alves Bruns (sexualidadevida.com.br) explica que fidelidade e lealdade têm muito mais a ver com o pacto que o casal estabeleceu para si do que com qualquer outra coisa. “Ser fiel e ser leal são dois atributos complementares que andam sempre de mãos dadas. No meu entendimento, para ser leal é preciso ser fiel e vice-versa”, diz a psicóloga. Mas ela admite que nada no mundo dos relacionamentos amorosos é tão simples assim e que tudo depende do modo como o casal acerta certas regras da relação.
O que eles e elas pensam
Para Elaine Cristina Pires, advogada, há toda a diferença do mundo entre uma coisa e outra. “A fidelidade diz respeito ao relacionamento, enquanto a lealdade é um sentimento maior e mais individual”, explica. Ela acredita que, para uma pessoa ser leal à outra, é preciso, em primeiro lugar, ser leal a si mesma. “Acho que a lealdade vem antes de tudo, porque alguém pode ser infiel, mas leal, como também pode ser completamente desleal, sem nunca ter sido infiel”, opina Elaine Cristina.
“Leal a si mesma e infiel ao outro? Então é possível trair, mas continuar sendo leal ao casamento?”, indaga Kátia Santana, administradora de empresas. “Isso, a meu ver, não existe. Quando a pessoa é infiel, de tabela acaba sendo desleal. Quando se trai um amigo ou um amor, você está sendo infiel e desleal: infiel com o amigo ou parceiro, e desleal consigo mesma”, defende.
Fred Peixe, autônomo, discorda. Na opinião dele, fidelidade tem mais a ver com interesses sexuais e lealdade está relacionada a valores, personalidade, caráter. E confessa: “Sou casado há 25 anos, louco apaixonado pela minha esposa, entretanto acho que ela não tem mais atração sexual por mim. Sou um homem saudável, preciso e tenho vontade de ter uma vida sexual ativa, então às vezes fico com outras mulheres, mas nada sério – e nem quero! Vou terminar meus dias com a minha esposa”. “Acho que não sou infiel, sou?”, completa.
Situação parecida mexe com a vida do empresário Marcos Lopes*, um homem casado, sim, mas só até pisar em seu escritório. Lá, Marcos não se intimida: assiste a filmes pornôs e solta todas as suas feras em cima de quem ele está interessado. Para ele, rapidinhas no escritório não são traição e só seriam se ele levasse as mulheres para o motel. Segundo Marcos, que apesar de se considerar leal ao casamento enfrenta dilemas de consciência, a carne é fraca.
De acordo com o psicólogo Antonio Carlos Amador, isso reflete bem a nossa sociedade. Entre lealdade e fidelidade, ele conta que as mulheres em geral ficam com a lealdade, porque aprenderam, por um processo cultural, a relevar a traição carnal do marido. “Não viu o que a mulher do Renan Calheiros disse por esses dias? ‘Não sei como ele foi cair nessa’, mas perdoou. A culpa sempre recai na amante e não no marido”, diz o psicólogo. De acordo com ele, o problema é quando o homem dá afeto à outra. “Para a maioria delas, aí sim é deslealdade”, diz Antonio Carlos. Já o homem tende a se preocupar mais com a fidelidade sexual. “É inconcebível que a mulher tenha prazer com outro”, afirma Antonio Carlos.
Mas Fred Peixe, por exemplo, diz que nunca perdoaria sua mulher se ela colocasse nele um par de chifres. “Acho que existem dois tipos de traição, a sexual e a moral. Nem sempre quem é infiel é desleal. Eu, por exemplo, perdoaria uma traição sexual, mas nunca uma deslealdade, que é quando você confia em alguém e este alguém lhe apunhala pelas costas”, afirma. De acordo com ele, ser fiel sexualmente mas tentar sabotar o parceiro de alguma outra forma é o que há de pior numa relação.
Pois é, ao que parece, é possível ser fiel e leal, infiel e leal, fiel e desleal e infiel e desleal. Confuso, não? O tema é mesmo complexo, mas acontece que para descomplicá-lo é simples: basta conversar.
Acordos, regras e compromissos
“Todos os relacionamentos existem com base em pactos de confiança”, ressalta a psicóloga Maria Bruns. Segundo ela, o casal deve estabelecer quais são as regras do jogo. “Isso porque, afinal, o que é infidelidade ou deslealdade? Trocar olhares, paquerar platonicamente, marcar um encontro, trocar beijos?”, pergunta. E elucida: “Depende do casal e do compromisso que cada um tem com o parceiro”.
Selados os acordos entre o casal, qualquer ruptura pode ser considerada uma infidelidade. “O infiel é aquele que não cumpre o que foi combinado”, explica Antonio Carlos Amador. “E quem é desleal mente, é desonesto, não é sincero, o que configura a traição”, completa. Maria Bruns confirma: “Traição é aquilo que você faz sem o outro saber, às escondidas, quebrando o compromisso de lealdade”.
Para muitas pessoas, a lealdade é importante porque ela tem a ver com amizade e cumplicidade. “Se o relacionamento sobrevive ao tempo, se o sexo deixa de existir ou não existe com tanta freqüência, outros sentimentos, como amizade e lealdade, acabam por manter unido o casal que se ama”, acredita a advogada Elaine Cristina.
Portanto, se o casal decide estabelecer novos pactos, como o de relacionamento aberto, se permitindo escapadinhas extraconjugais, então estão sendo leais e fiéis ao que combinaram. Às vezes lealdade é, também, ver que a relação não está mais dando certo e partir para outra, sem correr o risco de trair ou de machucar alguém, de repente você mesma.
Fidelidade, lealdade… A lição que fica dessa história toda é que o importante é, acima de tudo, verdade e respeito.

Essa foi demais kkkkk

A executiva saiu do escritório, encontrou seu colega no ponto de ônibus e caía a maior chuva. Ela parou o carro e perguntou:
- Você quer uma carona?
- Claro.... respondeu ele, entrando no carro.
Chegando ao edifício onde ele morava, ela parou o carro para que ele saísse e ele a convidou para entrar no seu apartamento.
- Não quer tomar um cafezinho, um whisky, ou alguma coisa?
- Não, obrigada, tenho que ir para casa.
- Imagine, você foi tão gentil comigo, vamos entrar só um pouquinho.
Ela subiu, atendendo ao pedido do colega.
Ao chegarem no apartamento, ela tomava seu drink enquanto ele foi para o quarto e voltou todo gostoso e perfumado. Depois de alguns gorós, quem pode agüentar??
Ela caiu, literalmente na tentação.
Transou com o colega e acabou adormecendo. Por volta das 4:00 hs da
manhã, ela acordou, olhou no relógio e levou o maior susto. Aí pensou um pouco e disse ao colega:
- Você me empresta um pedaço de giz?
Ele entregou-lhe o giz, ela pegou, colocou atrás da orelha e foi pra casa.
Lá chegando, encontrou o marido louco de raiva e foi logo contando...
- Amor, quando saí do trabalho dei carona para o meu colega, depois que chegamos no prédio onde ele mora, ele me convidou para subir e me ofereceu um drink, em seguida, ele foi para o banho e retornou com uma cueca transparente, muito linda e após vários goles acabamos indo para a cama e fizemos amor, aí dormi e acordei agora há pouco...
O marido deu um berro e falou:
- Sua mentirosa sem vergonha, estava no bar de novo jogando sinuca com aquele bando de vagabundas que você chama de amigas. Nem sabe mentir direito, até esqueceu o giz aí atrás da orelha....
Pois é, na vida, tudo é relativo:
Um fio de cabelo na cabeça é pouco, na sopa é muito!

Minha admiração por ele (Lula)

* DESCULPE OS NÃO-LULAS MAS COMO RECEBO MUITOS E-MAILS IRONIZANDO, DEBOCHANDO E FALANDO HORRORES DELE ACHO QUE TENHO O DIREITO DE ENVIAR UM ÚNICO EMAIL QUE FALE BEM DESSE "ANALFABETO".

Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores;

Lula, que também não entende de economia, pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.

Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos [14 universidades públicas e estendeu mais de 40 campus], e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade [meio milhão de bolsa para pobres em escolas particulares].

Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 291 dólares [valores de janeiro de 2010], e não
quebrou a previdência como queria FHC.

Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG-Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.

Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, levou a Petrobrás para o pré-sal, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis [maior programa de energia alternativa ao petróleo do planeta].

Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8 [criou o G-20].

Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu; mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista.

Tem fácil trânsito junto a todos.

Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos) uma mulher no cargo de primeira
ministra, e que pode inclusive, fazê-la sua sucessora. Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite dela) e afrontou nossa
fidalguia branca de lentes azuis.

Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC; antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é

hora de o Estado investir; hoje o PAC é um amortecedor da crise.

Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre [como também na linha branca de eletrodomésticos].

Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais; é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e
influentes no mundo atual [o melhor do mundo para o Le Monde, Times, News Week, Financial Times e outros...].

Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com George Bush - notada até pela imprensa
americana - e agora tem a mesma empatia com Barack Obama.

Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador;.. é amigo do tal John Sweeny [presidente da AFL-CIO = American Federation
Labor-Central Industrial Congres - a central de trabalhadores dos Estados Unidos, que lá sim, é única...] e entra na Casa Branca com credencial de
negociador e fala direto com o Tio Sam lá, nos "States".

Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa é autor da [maior] mudança geopolítica das Américas [na história].

Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se

torna interlocutor universal.

Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas; faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora
do Brasil.

Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.

Lula, que não entende nada de nada, bulhufas de nada;.. é bem melhor que todos os outros...!

Pedro Lima *

Economista e professor de economia da UFRJ

kkkkkk 2

Pensamento do Dia
Às vezes você chora e ninguém vê as suas lágrimas....
Às vezes você se entristece e ninguém percebe o seu abatimento... .
Às vezes você sorri e ninguém repara na beleza do seu sorriso....
Agora...SOLTE UM PUM.. .pra ver....

DIVISÃO DE BENS
Dois amigos se encontram depois de muito anos.
- Casei, separei e já fizemos a partilha dos bens.
- E as crianças?
- O juiz decidiu que ficariam com aquele que mais bens recebeu.
- Então ficaram com a mãe?
- Não, ficaram com nosso advogado.

REGIME DE EMAGRECIMENTO
- Doutor, como eu faço para emagrecer ?
- Basta a senhora mover a cabeça da esquerda para direita e
da direita para esquerda.
- Quantas vezes, doutor ?
- Todas as vezes que lhe oferecerem comida.

BODAS
Dois amigos conversam sobre as maravilhas do Oriente..
Um deles diz:
- Quando completei 25 anos de casado, levei minha mulher ao Japão.
- Não diga? E o que pensa fazer quando completarem 50 ?
- Volto lá para buscá-la...

kkkkkkkkkkkkkkk

"HOMEM É IGUAL A CAIXA DE ISOPOR: É SÓ ENCHER DE CERVEJA QUE VOCÊ LEVA PRA QUALQUER LUGAR."
------------------------------------
-QUERIA SER POBRE UM DIA NA VIDA, PORQUE SER TODO DIA É FODA!!
-------------------------------------
"EU BEBO POUCO, MAS O POUCO QUE BEBO ME TRANSFORMA EM OUTRA PESSOA , E ESSA OUTRA PESSOA SIM, BEBE PRA CACETE"
-------------------------------------
"SE SUA SOGRA É UMA JÓIA..... NÓS TEMOS A CAIXINHA !!!!!!!!! " FUNERÁRIA SÃO JOSÉ
-------------------------------------
AS MULHERES SÃO COMO O VINHO, COM O PASSAR DOS ANOS, UMAS SE TORNAM AINDA MAIS DOCES, OUTRAS, AZEDAM. AS QUE AZEDAM É POR FALTA DE "ROLHA"!
-------------------------------------
"DEVO TANTO QUE, SE EU CHAMAR MINHA MULHER DE BEM, O BANCO TOMA!!"
-------------------------------------
UM DIA LI QUE FUMAR ERA MAU E DEIXEI DE FUMAR..
LI QUE BEBER ERA MAU E DEIXEI DE BEBER.
LI QUE COMER GORDURAS ERA MAU E DEIXEI DE COMER.
LI QUE SEXO ERA MAU E ... DEIXEI DE LER !!!!
-------------------------------------
ESTUDOS COMPROVAM QUE A POSIÇÃO SEXUAL QUE OS CASAIS MAIS USAM É A DE CACHORRINHO:
O MARIDO SENTA E IMPLORA... A MULHER ENRROLA E FINGE DE MORTA...
-------------------------------------
NÃO SE ACHE HORRÍVEL PELA MANHÃ: ACORDE AO MEIO DIA!!!
-------------------------------------
"APRENDA UMA COISA: O MUNDO NÃO GIRA EM TORNO DE VOCÊ.. .. SÓ QUANDO VOCÊ BEBE DEMAIS."
-------------------------------------
"EM DIA DE TEMPESTADES E TROVOADAS O LOCAL MAIS SEGURO É PERTO DA SOGRA, POIS NÃO HÁ RAIO QUE A PARTA."

Eleição, educação e consenso " Luiz Renato"

Luiz Renato
3216 7130 / 88115941


--------------------------------------------------------------------------
Eleição, educação e consenso


Desde a abertura democrática no Brasil, apesar de lentamente, observa-se
alguns avanços tanto na postura dos candidatos quanto nos critérios de
escolha e exigências do eleitorado brasileiro.


As eleições no Brasil tinham como ponto principal o ataque pessoal entre
os candidatos, não importando se esses ataques correspondiam à realidade
ou não.


O debate sobre propostas de governo ficavam em segundo plano, parecia que
o próprio povo estava mais interessado nas polêmicas e no sensacionalismo
orquestrado pelos candidatos que produziam documentos e fatos sobre a vida
dos opositores, colocando assim em evidência, propositalmente, passagens e
comportamentos “comprometedores” – de preferência - que iam de encontro
aos padrões da sociedade da época.


Utilizando-se desse artifício, foi que o Presidente cassado e atual
Senador pelo Estado de Alagoas, Fernando Collor de Mello, conseguiu
desestabilizar o então candidato a Presidente da época e atual Presidente
do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, durante um debate em numa grande
emissora nacional.


Daquela época para os dias atuais parece-me que mesmo que ainda com
timidez o povo brasileiro passou a ser mais exigente.


Diferente de eleições passadas, o povo não aceita mais esses tipos de
artifícios, ao contrário, tende a rejeitar aqueles candidatos que não
perceberam essa mudança de comportamento do eleitorado.


Nesse sentido, podemos ainda perceber que os discursos começam também a
mudar, ao invés de acusações baratas, buscam apresentar temas que
realmente são de interesse da população, como: segurança, saúde, educação,
entre outros.


Embora a segurança seja uma das questões que mais aflige a população
brasileira que habitam nas diferentes cidades, pequenas ou grandes, onde
assaltos e mortes ocorrem à luz do dia e sob os olhares das autoridades, a
educação passou a ser o tema de consenso nos programas de governos dos
partidos.


Neste aspecto, isto se deve ao fato que, mesmo o Brasil atingindo níveis
de desenvolvimento econômico que vislumbre num futuro próximo ficar entre
as cinco maiores potências do mundo, como prevê o Presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva, e alguns economistas no Brasil e no mundo,
pois, caso o povo brasileiro não tenha uma boa formação educacional o país
não conseguirá manter essa posição.


Entretanto, não basta que a população brasileira se satisfaça com os
variados discursos políticos de consenso sobre educação entre os
diferentes projetos de governo. Mas, que o verdadeiro consenso em prol da
educação seja construído por uma mobilização popular assim como foi à
mobilização vitoriosa do povo brasileiro visando à implantação do conceito
de “Político Ficha Limpa” nas eleições do Brasil.


Desta forma, acredito que num futuro próximo poderemos estar entre as
cinco maiores potências econômicas do mundo de forma sustentável.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Facilitadores de Processos Sociais

FACILITADORES DE PROCESSOS SOCIAIS

Sophie Clarke.

Facilitação eficaz
Facilitação é o processo de se conduzir um grupo na aprendizagem ou na mudança, de uma forma que incentive todos os membros a participarem. Esta abordagem parte do pressuposto que cada pessoa possui algo único e valioso para compartilhar. Sem a contribuição e o conhecimento de cada pessoa, a capacidade do grupo de compreender ou responder a uma situação pode diminuir. O papel do facilitador é extrair o conhecimento e as idéias dos diferentes membros de um grupo e procurar incentivá-los a aprenderem uns com os outros, a pensarem e a agirem juntos.
O papel do facilitador
O facilitador é uma pessoa que:
1 - reconhece os pontos fortes e as habilidades dos membros individuais do grupo e ajuda-os a se sentirem à vontade para compartilharem as suas esperanças, preocupações e idéias
2 - apóia o grupo, dando aos participantes confiança para compartilharem e experimentarem novas idéias
3 - valoriza a diversidade e leva em consideração as diferentes necessidades e interesses dos membros do grupo. Estas diferenças podem ser por causa do sexo, da idade, da profissão, da instrução e do status econômico e social.
4 - lidera dando o exemplo através de atitudes, da abordagem e de ações.
A facilitação e o ensino tradicional
O ensino tradicional consiste em compartilhar informações numa só direção: do professor para o aluno. A facilitação consiste em compartilhar as informações em várias direções: entre o facilitador e o grupo e entre os membros do grupo. O educador brasileiro, Paulo Freire, acreditava que o ensino devia ser libertador. Ao invés de dar as respostas aos alunos, o ensino deve visar uma maior conscientização, para que eles sejam capazes de identificar os problemas e suas causas e encontrar soluções para eles. O papel do facilitador é ajudar o grupo ao longo deste processo, fazendo perguntas que incentivem novas formas de pensar sobre a situação e de analisá-la. Deve haver um equilíbrio entre oferecer idéias para guiar o grupo e escutar e questionar pacientemente.
A relação entre o facilitador e um grupo de adultos é diferente da relação entre o professor e uma classe. Por exemplo, o professor normalmente apresenta idéias na frente da classe, enquanto que o facilitador senta-se com o grupo e incentiva a discussão em grupo. O facilitador envolve o grupo em atividades que ajudem os adultos com pouca instrução, alfabetização ou confiança a participarem de forma total.
O professor possui uma relação formal com seus alunos, na qual ele está numa posição de autoridade. O facilitador está numa posição de igualdade e, muitas vezes, é alguém de dentro da comunidade, sem um papel de liderança formal, que deseja trabalhar com os outros, para fazer mudanças positivas em sua comunidade. A relação do facilitador com os membros do grupo baseia-se na confiança, no respeito e no desejo de servir.
Em que consiste um bom facilitador?
Um bom facilitador possui certas características pessoais que incentivam os membros do grupo a participarem, entre elas, a humildade, a generosidade e a paciência, combinadas com a compreensão, a aceitação e o incentivo. Estes são dons que todos nós deveríamos desenvolver.
Um bom facilitador também precisa de várias habilidades (veja a tabela acima) e terá de usar uma variedade de técnicas para incentivar os membros do grupo a participarem de discussões ou atividades e ajudá-los a aplicar o que aprenderam nas suas vidas. Entre estas técnicas, estão:
1 - pedir ao grupo para apresentar e compartilhar informações, usando desenhos, diagramas ou materiais visuais, especialmente quando alguns membros do grupo possuem pouca instrução ou alfabetização.
2 - dividir o grupo em grupos menores, para incentivar os membros tímidos a participarem.
3 - usar discussões e atividades em grupo, que permitam aos alunos envolverem-se ativamente no processo de aprendizagem.
4 - pedir ao grupo que entre em acordo quanto a algumas regras para a participação, para que cada pessoa se sinta livre para compartilhar as suas idéias. Estas regras poderiam ser: não interromper, respeitar os pontos de vista diferentes e decidir um número máximo de argumentos que uma pessoa pode tentar provar numa discussão. Se o grupo entrar em acordo quanto a estas regras, eles terão compartilhado a propriedade e a responsabilidade, a fim de assegurarem que sejam seguidas.
5 - dar tarefas específicas para as pessoas dominantes, a fim de proporcionar espaço para que os outros participem, mantendo, ao mesmo tempo, todos ativamente envolvidos.
6 - lidar com o conflito de forma sensível e apropriada, de maneira que as diferenças sejam valorizadas e respeitadas.
Dificuldades que os facilitadores podem enfrentar
Assumir o controle Uma das maiores dificuldades que os facilitadores podem enfrentar é a tentação de assumir o controle de uma discussão ou do processo de mudança. Isto freqüentemente resulta de um desejo genuíno de ajudar o grupo a ir adiante. Se estivermos acostumados com um estilo de ensino formal e se não tivermos tido a oportunidade de observar bons facilitadores trabalhando, pode ser muito difícil mudarmos nossa abordagem quanto à troca de idéias.
Perguntas difíceis Pode ser difícil lidar com as perguntas das pessoas. Os facilitadores podem achar que deveriam ter todas as respostas. Eles podem não ter confiança na sua própria capacidade de lidar com as perguntas relativas a um assunto em particular. Os facilitadores podem simplesmente dizer que não sabem o suficiente sobre uma pergunta em particular para dar uma resposta, mas que vão procurar saber mais para o próximo encontro. É muito útil para eles saberem onde encontrar mais informações. Os facilitadores também podem usar a sabedoria e o conhecimento de outros membros da comunidade, fora do grupo imediato.
Lidar com o conflito Às vezes, as pessoas possuem idéias fortes e conflitantes sobre um assunto. As más relações dentro do grupo também afetam a maneira como o grupo trabalha junto, como um todo. O facilitador precisa levar em consideração as diferenças e os conflitos e incentivar as pessoas a superá-los, tendo em mente as metas e os interesses que possuem em comum.
Quem precisa de habilidades em facilitação?
As habilidades em facilitação são essenciais para qualquer pessoa que esteja procurando liderar os outros num processo participativo de discussão, aprendizagem e mudança. Para que um processo como este pertença à comunidade, ele precisa ser relevante e acessível para a sua cultura e língua. Qualquer troca de informações que houver não deve vir apenas de fora da comunidade. Há muito conhecimento, dentro das comunidades, que pode ser compartilhado. O facilitador pode ajudar os membros da comunidade a compartilharem seus conhecimentos uns com os outros. O facilitador pode ser tanto de dentro quanto de fora da comunidade.
Conclusões
Facilitação significa empoderar os outros. Ela consiste em largar mão do controle do resultado de um processo e entregar esta responsabilidade ao grupo. Isto mostra um comprometimento sincero com o valor e o potencial das pessoas. O processo participativo facilitado exige tempo e paciência. Ele deve estar aberto à orientação de Deus. Isto é um desafio para aqueles de nós que querem ver resultados imediatos! No entanto, no final, ele levará a uma mudança mais abrangente e sustentável, devido ao desenvolvimento de relações fortes, à qualidade da aprendizagem e porque o grupo é o proprietário do processo.
O melhor facilitador é aquele “que as pessoas mal percebem que ele ou ela existe…”



FACILITADOR, SEMPRE QUESTIONADOR

"Nada é mais perigoso que falar e ter razão. É preciso idolatrar o silêncio e a dúvida."
Todorov
“O exercício do silêncio é tão importante quanto a prática da palavra.”
William James
No Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa2 encontramos a definição de facilitador como aquele que quer ou pretende facilitar algo ou alguma coisa. Fazendo um exercício de olhar para essa definição sob outra perspectiva, podemos ressignificá-la. O facilitador pode, por exemplo, ajudar o grupo a compreender a complexidade dos processos em que está envolvido, construindo um ambiente de dúvida, ou de aparente ausência de resposta, o que torna o processo em oportunidade de aprendizado.
Na facilitação, o espaço da dúvida é extremamente valioso, pois nele há possibilidade do grupo se debruçar sobre as questões que permeiam a situação com a qual se defronta de forma investigativa. O importante é saber fazer as perguntas certas. A resposta pronta, nesse caso, limita e empobrece a criação de alternativas.
Neste momento, o silêncio é também um fator primordial e a ele deve ser dado o devido tempo, para que as pessoas possam processar as perguntas feitas frente à questão principal.
Saber formular as questões certas é uma arte. Dominar essa arte é uma magia que todo ser humano deveria buscar. Deveríamos nos preocupar mais em descobrir quais são as perguntas realmente importantes, do que ficar em uma interminável verborréia.
PAPÉIS DE UM FACILITADOR
Alguns papéis podem ser observados de acordo com a postura que o facilitador assume em diferentes momentos. Ele pode ser aquele que aprende, aquele que ensina ou aquele que media os diferentes conhecimentos, colocando-se como um indivíduo atuante, ouvinte, como alguém que está prestes a aprender a partir da observação da experiência. Só então está na posição de poder interagir em um processo.
FACILITADOR - PARTICIPANTE
Aqui o facilitador se coloca como aquele que se importa com aquilo que o grupo está vivenciando, como aquele que estabelece uma relação sincera. O exercício mais difícil nesse momento é reconhecer o saber desse grupo, já que no grupo existe uma sabedoria, uma vivência pela qual o facilitador não passou. Isso o habilita a perguntar ao grupo o que está se movendo entre eles, que movimento está permeando aquela situação, qual seria o movimento natural que aquele grupo necessita empreender.
É uma compreensão empática, o que é mais do que simplesmente entender: é investigar a fundo, é realmente se colocar como pertencente a este momento e a esse grupo sem, no entanto, tomar para si a responsabilidade da resposta, da solução. Essas provêm da reflexão-ação-reflexão de todo o grupo. Fazer parte da solução é desenvolver empatia tamanha que o leve a compreender aquilo que vive no grupo, o modo como o outro percebe os acontecimentos e como expressa suas idéias e seus sentimentos.
FACILITADOR - APRENDIZ
Facilitar um processo é ter a capacidade de se colocar como parte dele, ou seja, não existe possibilidade de interagir em um processo se não nos reconhecermos como parte dele.
O facilitador aprendiz é aquele que não traz as repostas prontas, mas prima pela troca de experiências, histórias, vivências e reflexões que cada um traz ao grupo.
O papel de facilitador vai além daquele de ensinar: é mais do que transmitir conhecimentos. Ele não está fora do processo; ao contrário, se coloca, se enxerga, se dispõe como alguém que também está aprendendo com o processo. E com isso o facilitador-aprendiz reaprende a sua própria prática a cada encontro.
FACILITADOR - EDUCADOR
O facilitador é um educador dentro do conceito construtivista: na verdade, mais que um papel, trata-se de uma postura. Uma de suas atribuições é ajudar o grupo a perceber e compreender os diferentes elementos que compõem o movimento do grupo. Para que as pessoas que participam de um processo de intervenção possam aprender é necessário que o profissional assuma uma postura de um facilitador do processo de aprendizado e não de um “professor” que simplesmente transfere o seu conhecimento.
Essa prática estimula o grupo a buscar o auto conhecimento e a abrir-se ao conhecimento externo. Acredito na relevância do grupo identificar as suas qualidades e características individuais e coletivas, pois elas são a mola propulsora que dá vida à organização da qual faz parte.
Carl Rogers diz que o facilitador é como um mestre que estabelece um clima positivo construído coletivamente pelos laços de confiança em relação ao grupo e a cada pessoa que o compõe. E, ser um facilitador, é reconhecer-se dentro do processo e reconhecer as próprias limitações. É ser, no momento da facilitação, ele mesmo, ente que faz a diferença dentro do grupo. Muito diverso de ser aquele que concentra o saber, o facilitador reconhece que o saber está adormecido no grupo e atua como aquele que toca uma trombeta para acordar um exército, despertando o saber do grupo.
FACILITADOR-MEDIADOR
O facilitador-mediador é aquele que estabelece pontes entre os saberes e vivências do grupo e os saberes externos, como as diferentes teorias e técnicas desenvolvidas pela humanidade. Ele aproveita e aproxima as histórias e experiências de outros grupos, por diversos meios como os estudos de caso, tornando-se um catalisador de idéias e ajudando o grupo a tecer e a ampliar a sua rede de conhecimento.
A PRIORIDADE DO PROCESSO
A facilitação de processos de desenvolvimento deve prezar prioritariamente as qualidades das relações interpessoais e pela promoção da confiança mútua entre o profissional e o grupo. Por isso, o facilitador é um elemento fundamental para garantir a coesão do grupo e do processo que está conduzindo.
Nesse sentido, o facilitador é aquele que ajuda o grupo a enxergar o movimento que permeia o processo, a perceber o fio condutor da situação. Ele, então, se assemelha àquele que prepara uma mesa e convida cada participante a trazer seus saberes e sabores para que, juntos, componham um banquete. Nessa mesa nesse momento, todos os pratos são pratos principais e merecem ser degustados com prazer, coletivamente.
CONCLUINDO
Ser facilitador de processos de desenvolvimento é mais do que ser alguém em que se percebe uma soma aleatória de qualidades e habilidades. Tornar-se um facilitador requer o exercício contínuo e consciente de conciliação dessas diferentes qualidades e a coragem de reconhecer e superar as próprias limitações. Exige que se articule coerência, eficiência e gentileza, sem o que é pouco provável que se dê conta da complexidade envolvida em qualquer processo de desenvolvimento individual (inclusive o do próprio facilitador) e do grupo. O facilitador estará desempenhando em profundidade o seu papel ao promover a aproximação dos envolvidos, a redução dos ruídos na comunicação, a clarificação das idéias e a diminuição das ambigüidades.
Com isso é potencializado o que há de mais profundo nos seres humanos: os sentimentos e desejos, tornados propulsores de ações concretas para mudança e transformação social.
1 - Este texto é o fruto de reflexões realizadas durante um ano, junto a outros profissionais e facilitadores. A intenção não é esgotar o assunto e nem apontar respostas exatas, mas compartilhar e gerar novas reflexões.
2- Ferreira, Aurélio. Novo dicionário da língua portuguesa. 2. ed. São Paulo: Nova Fronteira, 1999. p. 751
* Raniere Pontes de Sousa, 29 anos, é Pedagogo e Gestor de Organizações do Terceiro Setor, atua há quase 10 anos como assessor técnico de projetos sociais na ONG Visão Mundial, e trabalha no Terceiro Setor há 14 anos. Participou da primeira edição do Programa Profissão Desenvolvimento realizado pelo instituto Fonte em 2004-2205.

“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”
Cora Coralina

Relações Interpessoais e Sociabilidade

Relações Interpessoais e Sociabilidade - Priscila de Loureiro Coelho
A questão da comunicação entre as pessoas é hoje um aspecto que ganha destaque por sua relevância na qualidade de vida. Não raras vezes, assistimos assustados episódios nos telejornais, expondo situações corriqueiras, próprias do cotidiano , que terminam em ações violentas, chegando, por vezes, às ultimas conseqüências. Do mesmo modo assistimos conflitos que envolvem até os órgãos responsáveis, eles próprios, pela segurança.
Tudo isso vai delineando um formato social preocupante, onde o imediatismo, a intolerância com a dificuldade, seja em que grau for, vai assumindo a tonalidade predominante nas relações pessoais. Isso nos remete às perguntas essenciais: o que foi que houve com a dádiva da fala? Em que momento deixamos de utilizar recursos, que nos são próprios, para nos comportarmos de modo irracional? Quando foi que a conversa velha e boa, conversa saiu da pauta de nosso dia a dia deixando um espaço sem regras, dentro da dinâmica social?
Apontar o dedo para a sociedade, tratando-a como “sórdida, falida, hipócrita”; classificando-a severamente como a vilã da história, de nada nos ajudará, uma vez que sociedade é a reunião de pessoas, portanto, nos inclui definitivamente, tornando-nos elementos integrantes e participativos dentro dela, seja de modo pro ativo ou não. A sociedade, portanto, não é uma “entidade”, um “ser”, mas é a reunião das pessoas, e estas sim, é que determinam as características que a sociedade terá.
Se desejarmos uma sociedade diferente, teremos que mudar as pessoas; a maneira de pensar e sentir, para que se possa alterar a conduta, já que são essas maneiras de ser que determinam o comportamento do ser humano.
Sem dúvida a linguagem é a principal forma de comunicação e transmissão do conhecimento, idéias, crenças e até emoções. Sua expressão no processo do relacionamento social é determinante.
O convívio coletivo garante a saúde do grupo e enriquece, sobremaneira, o indivíduo que se dispõe a dedicar-se na arte da conversa. Seja ela técnica, acadêmica, social, não importa, é a conversa que cria o elo que ativa a “liga” da sociedade.
Quando falamos em comunicação interpessoal, podemos pensar em pontes. Criar pontes entre os corações, me parece uma maneira simples de compreender a questão. Quanto mais pontes criamos, mais opções teremos por onde transitar. Lembrando sempre que cada qual passeia pelas pontes sem aprisionar ninguém em seu “território” e nem abandonar o seu em detrimento do outro. Este ir e vir entre o coração das pessoas é, em verdade, a base do movimento social autêntico. Quando as pessoas convivem dentro deste trânsito parece haver naturalmente harmonia e entendimento. A conversa, é o meio do qual dispomos a nos fazer entender. Possui regras que asseguram um bom desempenho, de modo a facilitar as relações interpessoais.
O primeiro passo para interferirmos na sociedade e instaurar, em definitivo, a harmonia nas relações, é investirmos na comunicação, praticar a arte do diálogo e recuperar a dignidade de nossa espécie, que é a única, entre os animais, apta a compreender e ser compreendido. Ainda é preciso considerar o poder que as palavras exercem sobre nos. Quando ouvimos um elogio, há um bem estar que nos invade e acaba por influenciar nossas ações. Da mesma maneira, quando ouvimos uma ofensa, reagimos de acordo com ela, e passamos a nos comportar também de acordo. Esse simples exemplo evidencia a importância que as palavras têm no convívio social. Talvez, a informalidade como se apresenta hoje, onde todos falam tudo para todos, tenha alguma responsabilidade na questão da disseminação da violência na sociedade, em todas as instâncias. Acho pertinente que se reflita sobre esta questão.
Não se pode negar que a palavra exerce poder sobre nós. Bom lembrarmos que além da palavra em si, a forma como ela é pronunciada, a tonalidade que se usa para proferi-la traz reações também próprias, que se manifestam no comportamento. Portanto, a gentileza, docilidade, aspereza, impaciência, enfim, a forma como se fala algo a alguém, traz sempre resultados compatíveis à sua natureza. Ao construirmos pontes entre os corações das pessoas, há ainda um aspecto importantíssimo. Quando falamos com alguém, devemos fazê-lo olhando nos olhos de nosso interlocutor, de tal modo que ele possa ver as reações de nosso olhar. Diz um dito: o que a boca fala os olhos tem que endossar. Isso é imprescindível. A comunicação interpessoal embora se apóie na linguagem, conta com todos esses elementos constitutivos, que complementam as informações e facilitam que ocorra o entendimento.
Há todo um universo de comunicação entre as pessoas para ser explorado. E quanto mais nos dedicarmos a ele, melhor será a relação entre as pessoas que, na atual conjuntura, parece estar frágil e debilitada, esperando a interferência de todos nós.
Acredito que a paz é alicerçada no entendimento dos Homens, e para tanto, há que se aperfeiçoar a arte de dialogar.

Integração Ensino Serviço

INTEGRAÇÃO ENSINO SERVIÇO



Como reflexo das transformações científico-tecnológicas, sócias e políticas ocorrida a partir da segunda metade do século XX, a área da saúde vem apresentando mudanças na organização e oferta de serviços, bem como no modelo de formação de profissionais de saúde.
A formação de profissionais de saúde no Brasil, como em outros países, passou a ser objeto de análises e reflexão, nas últimas décadas do século XXI, no sentido das possibilidades de resposta ás necessidades de saúde da sociedade brasileira. As influências da incorporação tecnológica e da lógica de mercado na área da saúde vêm atuando na nossa sociedade na direção do modelo biomédico, centrado no profissional médico e na valorização dos procedimentos, elegendo o hospital como espaço privilegiado na formação dos profissionais. A fragmentação do ensino em disciplinas, a organização da academia ou serviços em departamentos, à extrema divisão técnica do trabalho e a dicotomia entre teoria/prática têm contribuído, de modo expressivo, para o adiamento da terminalidade na formação r para a valorização da especialização, com perda da racionalidade integradora, do pensamento complexo e do cuidado integral à saúde.
Parlamente a essas influências, a instituição do Sistema Único de Saúde – SUS , pela constituição de 1988, originou uma das políticas sociais mais potentes e inclusivas do país e um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, de maneira contra hegemônica à lógica neoliberal observada nos outros países latino-americanos , á mesma época.
As disputas de diferentes interesses no contexto da produção de serviços de saúde e na formação de profissionais de saúde têm, desde então, gerado tensões nesse campo que de modo produtivo passou a ser objeto de reflexão e produção de conhecimento e produção de conhecimento e de iniciativas inovadoras. Na confluência das áreas de saúde, gestão e educação, um novo marco referencial vem sendo construído a partir do aprofundamento teórico e do diálogo entre os princípios do SUS: universalidade, equidade e integralidade e as inovações pedagógicas trazidas por abordagens educacionais emancipadoras e crítico-reflexiva.
A integralidade teórico/prática, o trabalho multiprofissional e em equipe, a integralidade do cuidado à saúde com co-responsabilização e formação de vínculo e a parceria entre os mundos do trabalho e da academia vêm potencializando e reorganização tanto do modelo de cuidado como de formação, visando o enfrentamento das necessidades de saúde, para as quais o modelo biomédico mostra-se insuficiente.
No Brasil, diversas iniciativas de parceria entre serviços saúde e centros de formação foram viabilizadas ora com apoio e organização internacionais, ora incentivos e/ou diretrizes governamentais voltadas ao estímulo da parceria e da articulação entre a academia, os serviços de saúde e/ou a comunidade, no sentido de enfrentamento das necessidades de saúde da sociedade, com foco nas atividades de ensino, extensão e pesquisa. O pacto pela Vida e de Gestão em defesa do SUS reforça o papel do Município na articulação e cooperação com a construção e implementação de iniciativas políticas e práticas para a mudança na graduação das profissões de saúde de acordo com as diretrizes do SUS.
Assim, as Redes Escolas de Cuidados em construção em construção em muitos municípios brasileiros vão além dos espaços institucionalizados de cuidado à saúde no município e dos espaços de formação da Universidade, abrangendo todo os espaços do território onde ocorrem, ou podem ocorrer, ações de cuidado à saúde e de formação, que focalizando estudantes de graduação, pós-graduação ou profissionais de saúde em processos de educação permanente.
Este “novo território” de cuidado aprendizagem configura um espaço de intervenção de sujeitos coletivos disputando o caminhar do dia-a-dia com normas e regras, valores éticos, sociais e culturais que pelas diversas escolhas dos diferentes atores acarreta embates constantes, dando um caráter tensional a este território. O território representa a confluência dês mundos da formação, do trabalho e do cotidiano dos indivíduos, famílias e comunidade exigindo dos atores um diálogo permanente que favoreça a construção de novas possibilidades para o cuidado em saúde, que considere o usuário ocupando o centro desta arena com efetivo ganho de autônima no seu modo de “andar a vida”.
Faz-se necessário então uma instância de análise e deliberação da política de formação e de cuidado à saúde enquanto espaços formal e sistemático para a construção dessas políticas, visando a organização de uma Rede Escola-Conselho de Parceria. A socialização de informações, o diálogo entre distintas perspectivas, a negociação de estratégias e de ações conjuntas e a co-responsabilização pela execução das ações aprovadas devem ser considerados na elaboração das atribuições de Conselho. Dentre as atribuições podem ser incluídas: estabelecer, acompanhar e avaliar as políticas de formação profissional e de cuidado em saúde no contexto da relação Escola e Municípios; integrar as ações da Escola e Município relacionadas à formação profissional e aos cuidados à saúde da população, visando garantir os princípios do SUS; encaminhar, quando for o caso, as deliberações para a apreciação dos conselhos superiores de cada parceiro, propor instrumentos legais que regulamente as condições básicas para a institucionalização das políticas de formação profissional e de cuidado à saúde; elaborar o estatuto e regimento para a regulamentação das atribuições do Conselho de Parceria, dentre outras.
Desta forma, o desafio colocado para os gestores é o da produção de um cuidado em saúde que cause impacto e que responda às necessidades de saúde de indivíduos, famílias e comunidades. Para tanto, faz-se necessário “olhar” para os modos vigentes de governar os processos e recursos na produção de cuidado de Rede Escola com ênfase na Atenção Básica.
Para as escolas de formação em saúde, o desafio colocado é o da ampliação do papel formador, re-significando-o, para atender as necessidades sociais das pessoas e da sociedade.
Nesse sentido, uma aliança entre trabalho e formação, que reconheça que tanto os processos de formação como os de trabalho produzem conhecimento técnico-políticos, deve batizar o compromisso social das instituições formadoras e uma nova participação do SUS na formação dos profissionais de saúde.

Trabalho em equipe

O TRABALHO EM EQUIPE COMO FATOR DE QUALIDADE
As transformações sociais pelas quais passamos nas últimas décadas também desencadearam mudanças nas relações de trabalho. O conceito de competência foi ampliado e hoje ser competente não significa apenas demonstrar o conhecimento técnico exigido pela profissão, mas também ter autonomia para solucionar problemas e disposição para participar ativamente no ambiente de trabalho, tomando decisões e assumindo responsabilidades com base no trabalho em equipe.
Em outras palavras, qualificação esta baseada no conjunto de capacidades técnicas, mas principalmente na capacidade de organizar, coordenar, inovar, agir em situações nem sempre previsíveis, decidir e cooperar com a equipe de trabalho. Essas competências, construídas mediante aprendizagem em situações de trabalho ou não, configuram-se hoje como indispensáveis para o profissional garantir seu lugar ao sol.
A pergunta-se que se faz é: “Como adquirir todas essas competências de caráter técnico, pessoal, social e participativo?”. É claro que a vida se incumbe de ensinar a cada um, dentro de seus círculos sociais, muitas dessas competências, porém nosso objetivo aqui é repassar algumas técnicas, estimular o desenvolvimento das capacidades sócio-comunicativas dos futuros, uma vez que aprender a se comunicar e a viver em grupo também implica novas responsabilidades sociais.
Habilidades como saber se comunicar, negociar no grupo, apresentar as próprias idéias, discutir, ser curioso, saber ouvir, valorizar a opinião dos membros do grupo e perceber como a diversidade de visões sobre um mesmo problema enriquece uma discussão são atributos indispensáveis para o processo do trabalho em equipe.
É preciso saber que não há espaço para individualismos no trabalho em equipe. Toda atividade é entendido como resultado de um esforço conjunto e, portanto, as glorias e os fracassos são de responsabilidade de todos os membros da equipe e não de um único membro. O sentido de equipe nasce da integração individuo/organização, evidenciada pela adesão espontânea aos compromissos e metas, sem a imposição de valores ou procedimentos. Só existe equipe quando todos conhecem os próprios objetivos e as metas da empresa e desenvolvem uma visão critica a respeito do desempenho de cada um e do grupo.
No trabalho em equipe, quando um perde, todos perdem; quando um ganha, todos ganham; quando todos cooperam, fica mais fácil realizar as atividades e os serviços ganham em produtividade e qualidade.
I - ENTENDENDO O TRABALHO EM EQUIPE.
É muito comum ouvirmos que no dialogo reside o segredo do trabalho em equipe. Do dialogo emergem idéias e emoções; através dele as pessoas se aproximam e se consegue chegar a soluções e entendimentos. Se quisermos a cooperação de uma pessoa, precisamos cativá-la de forma a despertar sua confiança. E só conseguimos isso por meio do dialogo, da conversa.
É importante ressaltar que os interlocutores podem ter ( e quase sempre têm) formas diferentes de entendimento. E é nesse ponto que uma “negociação” se faz necessária. O resultado do trabalho em equipe de pende da capacidade de negociação e de argumentação das pessoas envolvidas, o que implica saber ouvir e ceder diante de razões bem fundamentadas, dados convincentes, informações fidedignas e experiências referendadas. No trabalho em equipe, o dialogo deve estar presente o tempo todo, porque, embora as metas do grupo sejam comuns, as idéias nem sempre são convergentes. Pontos de vista diferentes podem ocasionar animosidade e discussões e, muitas vezes, descambam para o terreno puramente pessoal. Nesses casos, a conversa acaba gerando um bate-boca improdutivo, que só pode ser contornado se os membros da equipe tiverem como meta estabelecer acordos, tendo como guia os objetivos da empresa.

II - COMO TRABALHAR EM EQUIPE.
Discutir exclusivamente idéias: Um bom profissional busca idéias e discute idéias; evita questões pessoais no trabalho em equipe e considera apenas propostas concretas.
Buscar um diálogo competente: os argumentos devem sempre ser apresentados de maneira clara, para que possam ser entendidos e discutidos pelas partes. •
Não temer o conflito: o bom líder ou membro de equipe deve saber lidar com o s conflitos e administra-los com firmeza e habilidade. Os conflitos acabam sempre acontecendo e isso é saudável, desde que se saiba tirar deles melhor proveito para o sucesso da negociação. Conflitos não significam desavenças, mas diferentes pontos de vista.
Saber ceder: fazer concessões em nome do grupo é uma atitude natural dos que trabalham em equipe. Desse modo, consegue também aceitação e aprovação de todo o grupo.
Discordar construtivamente: Criticas são sempre construtivas quando feitas com critério. Criticar é saudável, mas há pessoas que concordam com tudo só para terem o trabalho de analisar o assunto; há outras que não desejam se expor nem se comprometer.
Construir idéias: uma idéia pode ser ampliada ou modificada através de discussões e acordos e, assim, resultar numa ação conjunta.

III - FASES DO TRABALHO EM EQUIPE. •
Abordagem: o profissional deve saber como encaminhar qualquer questão no ambiente de trabalho, seja para sugerir mudanças, seja para criticar ou elogiar os serviços ou os colegas. O profissional precisa aprender a apresentar suas idéias no momento certo, de maneira a estabelecer relações pessoas construtivas. •
Conversa: Tendo conhecimento profundo da situação e dos objetivos que pretende alcançar numa conversa (numa reunião, num momento de decisão, na hora de resolver um problema), o membro da equipe deve apresentar uma argumentação que justifique suas opiniões, idéias e sugestões. È preciso fugir da tentação de falar demais se não tem o que dizer, tampouco deve deixar de falar por receio de se expor ou de não agradar.
Superação de objeções: nesta fase do trabalho em equipe, ocorre a avaliação das sugestões e propostas apresentadas. Os parceiros de trabalho contrapõem argumentos e posteriormente avaliam as sugestões e as propostas apresentadas.
Acordo: ultrapassada a fase dos debates entre os membros de uma equipe e a apresentação do ponto de vista de cada um, o profissional precisa ter o espírito de corporação e procurar chegar a um consenso com os colegas. Lembramos que consenso não implica, necessariamente, unanimidade; ele leva em conta as posições de todas as partes interessadas na conciliação das opiniões conflitantes.
Re-abordagem: abrir possibilidades para um assunto ser re-abordado pela equipe de trabalho é acreditar na possibilidade de se chegar a um acordo, a um consenso. A re-abordagem confirma que o trabalho em equipe eficaz é o resultado do cultivo permanente da idéia do “nós”. Ela pressupõe a possibilidade de rever posições ou decisões tomadas, a partir do momento que um fato novo ou numa reflexão mais profunda aponte para uma solução melhor.
IV - O LIDER E A RELAÇÃO DE PODER NA EQUIPE.Enganam-se quem pensa que ter poder e ter força, é mandar, ordenar, dar, instruções, oprimir. Ter poder é ter capacidade de exercer influencia ter poder é provocar mudanças no comportamento ou nas atitudes de outro individuo. Lembre-se de como a televisão e a imprensa são poderosas. Podemos dizer que, em toda organização, há pelo menos dois tipos de poder: O Poder Institucional e o Poder da Influência. O poder institucional também conhecido como o poder legítimo ou a autoridade formal baseia-se no entendimento de que pessoas e grupos específicos, devido à posição que ocupam na instituição, têm o direito de exercer influencia – como no caso de empresas que nomeiam supervisores, gerentes, diretores. No poder institucional o subordinado obedece por obrigação, mesmo se não reconhece a autoridade de quem lhe comanda. Já o poder de influencia não depende do exercício de cargos formais. Ao contrario, ele é o poder concedido pelos influenciados e envolve admiração, aceitação e prestigio pelo reconhecimento da competência. Quando por exemplo, fazemos o que um médico manda, estamos concordando com seu poder de influencia. Esse tipo de poder tem por base a seguinte crença: Quem influencia tem alguma competência relevante ou um conhecimento especial que o influenciado não possui.

Trabalho com Conselhos de Saúde

Projeto de Sensibilização para uma Atuação Ativa do Controle Social no Estado da Paraíba
Justificativa: As abordagens teóricas assim como às pesquisas empíricas revelam que uma série de condicionantes conjunturais e históricos podem dificultar a efetivação da democracia participativa. Este projeto considerou que, em se tratando de qualificação, os conselheiros de saúde estão distante do necessário para exercer seu papel fragilizando, de certa forma, a própria possibilidade de efetivação do exercício do controle social. Portanto, a questão da formação, nos parece um elemento fundamental para a atuação de conselheiros preparados, atuantes e críticos, como uma das formas de lhes prover de instrumentos eficientes para o exercício do controle social, propósito central dos conselhos. Neste processo, pretendeu-se que os conselheiros identificassem lacunas em sua atuação, buscando articulações político-pedagógicas para superá-las através de processos de formação no sentido de atuar de forma mais efetiva, consolidando espaços de participação da sociedade civil organizada no controle social em saúde, exercitando uma cidadania ativa.

Objetivos: Construir um projeto de qualificação para os conselheiros municipais e estadual de saúde, enquanto atores sociais da sociedade civil organizada, identificando demandas através da problematização, possibilitando caminhos que venham fortalecer o controle social no Estado da Paraíba; desencadear movimentos coletivos para identificação de necessidades na formação política dos conselheiros de saúde; potencializar a formação política dos conselheiros de saúde enquanto atores dos movimentos sociais, inerentes à problemática da saúde, visando a construção de novas posturas ético-políticas; problematizar a compreensão dos conselheiros de saúde, possibilitando-os identificar através de um processo reflexivo às necessidades reais de qualificação; capacitar atores de entidades organizadas da sociedade civil para atuarem como multiplicadores no exercício do controle social.

Foram realizadas 13 oficinas para identificação de necessidades na formação política dos conselheiros de saúde, sendo 01 em cada sede de Gerências Regionais de Saúde e 01 no CES/PB. O público foi composto por 04 conselheiros de cada conselho municipal de saúde da Paraíba, considerando o critério da paridade de acordo com a Resolução 333/CNS e o CES/PB, totalizando 924 participantes, de janeiro a abril de 2006.
Resultados: A Avaliação teve como ponto central - a partir das críticas e sugestões, buscar mecanismos de superação das dificuldades enfrentadas no dia-a-dia dos conselheiros, de modo que nos próximos Cursos de Formação/capacitação de Conselheiros tenhamos mais subsídios para superação dessas dificuldades. Percebe-se que, embora para a maioria dos conselheiros (a) a proposta da educação permanente ainda seja pouco conhecida, àqueles e àquelas que já tiveram oportunidade de participar de oficinas de Educação Permanente em Saúde, do Curso de Facilitadores de Práticas de EPS e/ou de discussões nos Fóruns de Educação Permanente Local (DESLEPS), nos municípios onde os DESLEPS estava sendo implementados, os conselheirosa participantes conseguiram compreender a necessidade e a importância de um processo de aprendizagem tendo como referência o cotidiano, a realidade do conselho, as suas dificuldades na realização de ações de acompanhamento e fiscalização dos recursos, no acesso as informações, as leis, as normas, ao fundo municipal de saúde, aos instrumentos de planejamento e orçamento públicos e na saúde. Nesse sentido, o objetivo do projeto foi alcançado, uma vez que os conselheiros participantes discutiram, avaliaram e colocaram suas necessidades para um processo de qualificação a partir das reais necessidades demandadas pelos mesmos.
Execução: SES/PB, SGEP, CES/PB, FUNAPE.
Coordenação do Projeto: Anadja Maria dos Santos Rios, Maria José Martins Torres Cabral, Maria do Socorro Borges Barbosa.

O SUS !!!!!

O Sistema Único de Saúde – SUS

“É o conjunto de ações e serviços de saúde prestados por órgãos e instituições Públicas Federais, Estaduais e Municipais, da Administração Direta e Indireta e das Fundações mantidas pelo Poder Público.” e complementarmente “...pela iniciativa privada.” Esta definição está no artigo 4º da Lei federal 8.080. O SUS deve ser compreendido em seus objetivos finais: dar assistência à população baseada no modelo da promoção, proteção e recuperação da saúde - para que assim, busquemos os meios - processos, estruturas e métodos - capazes de alcançar tais objetivos com eficiência e eficácia e, torna-lo efetivo em nosso país.

Por que o SUS?

Porque ele segue a mesma doutrina e os mesmos princípios organizativos em todo o território nacional, sob a responsabilidade das três esferas autônomas de governo: federal, estadual e municipal. Assim o SUS não é um serviço ou uma instituição, mas um Sistema que significa um conjunto de unidades, de serviços e ações que interagem para um fim comum.
Esses elementos integrantes do sistema referem-se, ao mesmo tempo, às atividades de promoção e recuperação da saúde.

Princípios Doutrinários do SUS

Universalidade - Todas as pessoas têm direito ao atendimento independente de cor, raça, religião, local de moradia, situação de emprego ou renda, etc. A saúde é direito de cidadania e dever dos governos Municipal, Estadual e Federal.
(Deixam de existir com isto os “indigentes” que eram os brasileiros não incluídos no mercado formal de trabalho).
Equidade - Todo cidadão é igual perante o Sistema Único de Saúde e será atendido conforme as suas necessidades.
Os serviços de saúde devem considerar que em cada população existem grupos que vivem de forma diferente, ou seja, cada grupo ou classe social ou região tem seus problemas específicos, tem diferenças no modo de viver, de adoecer e de ter oportunidades de satisfazer suas necessidades de vida.
Integralidade - As ações de saúde devem ser combinadas e voltadas ao mesmo tempo para prevenção e a cura. O indivíduo é um ser humano, social, cidadão que biologicamente, psicologicamente, e socialmente está sujeito a riscos de vida. Desta forma o atendimento deve ser feito para a sua saúde e não somente para as suas doenças. Estas ações de promoção, proteção e de recuperação formam um todo indivisível que não podem ser compartimentalizadas. As unidades prestadoras de serviço com seus diversos graus de complexidade formam também um todo indivisível, configurando um sistema capaz de prestar assistência integral.
Participação da comunidade – A sociedade participa da gestão da política de saúde através dos conselhos e conferências de saúde. Lei 8.142-1990

CONCEITO AMPLIADO DE SAÚDE

Promoção - São ações que buscam eliminar ou controlar as causas das doenças e agravos, ou seja, o que determina ou condiciona o aparecimento de casos.
Estas ações estão relacionadas a fatores biológicos (herança genética como câncer, hipertensão, etc.), psicológicos (estado emocional) e sociais (condições de vida, como na desnutrição, etc.).
Proteção - São ações específicas para prevenir riscos e exposições às doenças, ou seja, para manter o estado de saúde.
Exemplo:
As ações de tratamento da água para evitar a cólera e outras doenças; Prevenção de complicação da gravidez, parto e do puerpério; Imunizações; Prevenção de doenças transmitidas pelo sexo - DST e AIDS; Prevenção da cárie dental; Prevenção de doenças contraídas no trabalho; Prevenção de câncer de mama, de próstata, de pulmão; Controle da qualidade do sangue, etc.
Recuperação - São as ações que evitam as mortes das pessoas doentes e as seqüelas; são as ações que já atuam sobre os danos.
Por exemplo:
Atendimento médico ambulatorial básico e especializado; Atendimento às urgências e emergências; Atendimento odontológico; Exames diagnósticos; Internações hospitalares.

Princípios que Regem a Organização do SUS:
(Princípios Organizativos)
Resolutividade - É a exigência de que um indivíduo busca o atendimento ou quando surge um problema de impacto coletivo sobre a saúde, o serviço correspondente esteja capacitado para enfrentá-lo e resolvê-lo até o nível de sua complexidade
Descentralização - É entendida como uma redistribuição das responsabilidades às ações e serviços de saúde entre os vários níveis de governo, a partir da idéia de que quanto mais perto do fato a decisão for tomada, mais chance haverá de acerto.
Participação dos Cidadãos - O Controle Social - É a garantia constitucional de que a população através de suas entidades representativas, poderá participar do processo de formulação das políticas de saúde e do controle de sua execução, em todos os níveis desde o federal até o local.

Regionalização e Hierarquização

O acesso da população à rede deve ocorrer através dos serviços de nível primário de atenção, secundário e terciário. O nível de atenção primária deve estar qualificado para atender e resolver os principais problemas que demandam serviços de saúde. Os que não forem resolvidos à este nível deverão ser referenciados para os serviços de maior-complexidade
As SES assumem o comando único da rede sob responsabilidade do INAMPS e da saúde pública no estado. Os governos estaduais e 2.500 municípios assinaram convênios para implantação dos Sistemas Unificados e Descentralizados de Saúde – SUDS.
A Constituição definiu que quando, por insuficiência do setor público, for necessária a contratação de serviços privados, isto se deve dar sob três condições:
• A celebração do contrato conforme as normas de direito público;
• A instituição privada deverá estar de acordo com os princípios básicos e normas técnicas do SUS;
• A integração dos serviços privados deverá acontecer na mesma lógica do SUS em termos de posição definida na rede regionalizada e hierarquizada dos serviços.

EPS x EC

EDUCAÇÃO PERMANENTE - UMA POSSIBILIDADE DE MUDANÇA


JOSÉ INÁCIO JARDIM MOTA

Escola Nacional de Saúde Pública/MS

Florianópolis/2004



Um cenário a ser encontrado

•“Nessa passagem de milênio uma das tarefas intelectuais mais instigantes será a de fundamentar uma concepção e uma prática vinculada à idéia de saúde, saúde como modo inédito de andar a vida, doença como forma de vida recusada pela vida, saúde como alegria, gozo estético, prazer, axé(energia), solidariedade, qualidade de vida(e de morte), felicidade, enfim” Jairnilson Silva Paim

EDUCAÇÃO PERMANENTE CONSTRUINDO UM CONCEITO

•EDUCAÇÃO PERMANENTE: “estratégia de reestruturação dos serviços, a partir da análise dos determinantes sociais e econômicos, mas sobretudo de valores e conceitos dos profissionais. Propõe transformar o profissional em sujeito, colocando-o no centro do processo ensino-aprendizagem.”(MOTTA)

•É um estado de completo bem estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças” OMS

•“processo é tudo que esta em constante mutação, sempre inacabado não como um defeito mas como condição de existência”

•“Resultante das condições de alimentação, habitação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso aos serviços de saúde.

•Saúde como problema complexo.

Produção social, não simplesmente evento biológico.

Conceito afirmativo e amplo (não só combater a doença, mas promover a vida com qualidade).

•Trabalho em saúde envolvendo:

Campo interdisciplinar de conhecimentos, e

Campo intersetorial de práticas.

Conceito afirmativo e amplo de saúde

•Ausência de doença x existência de saúde

•Vida sem doença x vida com qualidade

•Riscos à saúde x chances de vida

•Quantidade de vida x qualidade de vida

•Saúde normativa x saúde sentida (subjetividade)

•Saúde como fim x saúde como capacidade e autonomia

Explicação interdisciplinar da saúde-doença

•Ciência objetiva x ciência compreensiva.

•Ciências biomédicas x Ciências da vida

•Social como variável para explicar x Social como determinante para enfrentar

•Doença como realidade-objeto x doença como realidade também subjetiva

INTERVENÇÃO INTERSETORIAL NA SAÚDE

•Doente objeto x cidadão sujeito

•Ampliação das chances de vida

•Ação nos determinantes da saúde-doença.

•Ampliação das capacidades individuais

•Ampliação das capacidades coletivas / comunitárias

•Construção de ambientes institucionais e societais favoráveis

•Educação não como adestramento, indução de hábitos, mas para potencializar as capacidades humanas, ferramentas para a autonomia.

ALGUNS DESAFIOS

•CONCEITUAL: precisar os conceitos de educação continuada e permanente;

•METODOLÓGICA: desenvolver metodologias que propiciem uma melhor definição dos problemas do trabalho e suas respostas educacionais;

•CONTEXTUAL: reorganização do mundo do trabalho redesenhando cenários;

•POLÍTICA: pactuação entre atores institucionais; inscrever na agenda de gestores a prioridade dos processos educacionais na rede de serviços de saúde.

UM CONCEITO

EDUCAÇÃO CONTINUADA: “alternativas educacionais mais centradas no desenvolvimento de grupos profissionais, seja através de cursos de caráter seriado, seja através de publicações específicas de um determinado campo.”(NUNES)

•Uniprofissional

•Prática autônoma

•Temas de especialidade

•Atualização técnica

•Esporádica

•Centrada na transmissão de conhecimentos



EDUCAÇÃO PERMANENTE:” processos de aprendizagem no trabalho, a partir da reflexão sobre o processo de trabalho, enunciando problemas e necessidades de natureza pedagógica. “(MOTTA)



•Multiprofissional

•Prática institucionalizada

•Problemas de saúde

•Transformação das práticas

•Continua

•Centrada na resolução de problemas



EDUCAÇÃO PERMANENTE:



Novas exigências de desenvolvimento institucional

•A inadequação dos modelos clássicos de gestão para responder tanto as novas exigências do trabalho em saúde, quanto as novas exigências de formação profissional (organização vertical, divisão rígida entre funções técnicas e administrativas, estrutura hierárquica e processos burocraticos / lentos de tomada de decisão).

•A necessidade de re-desenho institucional de modo a dotar as organizações de saúde de capacidade de manejar os problemas de saúde-doença com eficiência e efetividade (mobilizar saberes interdisciplinares e recursos intersetoriais; operar com agilidade e flexibilidade; lidar com relações intersubjetivas e com juízos morais)

Impõe-se um novo modelo que:

•Propicie o trabalho cooperativo, a interação entre as experiências individuais e coletivas; a mobilização dos distintos saberes envolvidos no objeto saúde.

•Fomente a autonomia e a responsabilização dos profissionais, e amplie seu compromisso com a missão institucional e com os resultados em saúde.

•Flexibilize seu planejamento de modo a se beneficiar da aprendizagem institucional que se dá no transcurso das ações; o plano deve dar lugar ao processo

Que bonitinho!!!!

MUITO VERDADEIRO ....
Se vc estiver bem acordado(a)... passe para quem estiver dormindo...Eu estava quase dormindo...
O que é de fato significativo?
O filho que muitas vezes não limpa o quarto e fica vendo televisão, significa que... esta em casa!
A desordem que tenho que limpar depois de uma festa, significa que... estivemos rodeados de familiares e amigos!
As roupas que estão apertadas, significa que... tenho mais do que o suficiente para comer!
O trabalho que tenho em limpar a casa, significa que... tenho uma casa!
As queixas que escuto acerca do governo, significa que... tenho liberdade de expressão!
Não encontro estacionamento, significa que... tenho carro!
Os gritos das crianças, significa que... posso ouvir!
O cansaço no final do dia, significa que... tenho um trabalho, não sou desocupado!
O despertador que me acorda todas as manhãs, significa que... estou vivo!
Finalmente pela quantidade de mensagens que recebo, significa que... tenho amigos pensando em mim!

'QUANDO PENSARES QUE A VIDA TE CORRE MAL...

LEIA OUTRA VEZ ESTA MENSAGEM!!!'

terça-feira, 17 de agosto de 2010

TVcinema

Cidadania2

Cidadania
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Cidadão)
Cidadania (do latim, civitas, "cidade"),.
O conceito de cidadania sempre esteve fortemente "ligado" à noção de direitos, especialmente os direitos políticos, que permitem ao indivíduo intervir na direção dos negócios públicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração, seja ao votar (direto), seja ao concorrer a cargo público (indireto).[3] No entanto, dentro de uma democracia, a própria definição de Direito, pressupõe a contrapartida de deveres, uma vez que em uma coletividade os direitos de um indivíduo são garantidos a partir do cumprimento dos deveres dos demais componentes da sociedade[4] Cidadania, direitos e deveres.
O conceito de cidadania tem origem na Grécia clássica, sendo usado então para designar os direitos relativos ao cidadão, ou seja, o indivíduo que vivia na cidade e ali participava ativamente dos negócios e das decisões políticas. Cidadania, pressupunha, portanto, todas as implicações decorrentes de uma vida em sociedade.[5]
Ao longo da história, o conceito de cidadania foi ampliado, passando a englobar um conjunto de valores sociais que determinam o conjunto de deveres e direitos de um cidadão "Cidadania: direito de ter direito".[2] E cada dia que passa seu conceito engloba mais e mais: aqui é exatamente o ponto importante da reflexão laboral.
A nacionalidade é pressuposto da cidadania - ser nacional de um Estado é condição primordial para o exercício dos direitos políticos. Entretanto, se todo cidadão é nacional de um Estado, nem todo nacional é cidadão - os indivíduos que não estejam investidos de direitos políticos podem ser nacionais de um Estado sem serem cidadãos.
Os direitos políticos são regulados no Brasil pela Constituição Federal em seu artigo 14, que estabelece como princípio da participação na vida política nacional o sufrágio universal. Nos termos da norma constitucional, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de dezoito anos, e facultativos para os analfabetos, os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos e os maiores de setenta anos.
A Constituição proíbe o alistamento eleitoral dos estrangeiros e dos brasileiros conscritos no serviço militar obrigatório, considera a nacionalidade brasileira como condição de elegibilidade e remete à legislação infra-constitucional a regulamentação de outros casos de inelegibilidade (lei complementar n. 64, de 18 de maio de 1990).
Os direitos políticos constituem um conjunto de normas constitucionalmente fixadas, referentes à participação popular no processo político. Dizem respeito, em outras palavras, à intervenção do cidadão na vida pública de determinado país. Correspondem ao direito de sufrágio, em suas diversas manifestações, bem como a outros direitos de participação no processo político.
Este conjunto de direitos varia conforme país, e encontra-se intimamente vinculado ao regime político e sistemas eleitoral e partidário instituídos em cada estado.
Direito brasileiro
No direito brasileiro, além do direito de voto em eleições (que compreende o direito de votar e de ser votado), também constituem direitos políticos o direito de voto em plebiscitos e referendos, o direito de iniciativa popular e o direito de organizar e participar de partidos políticos. Há hipóteses de perda e suspensão de direitos políticos.
Na ordem jurídica brasileira, a raiz constitucional de todos os direitos políticos pode ser identificada no parágrafo único do art. 1° da CF/88, que dispõe: "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição". Este dispositivo encontra subseqüente especificação nos artigos 14, 15 e 16 da Constituição (Título II, Dos Direitos e Garantias Fundamentais, Capítulo IV, Dos Direitos Políticos). Observe-se que os direitos e garantias individuais e o voto direto, secreto, universal e periódico constituem cláusulas pétreas da Constituição brasileira, não podendo ser objeto de emenda (art. 60, § 4°, II e IV) .
As normas infraconstitucionais brasileiras mais importantes relativas a direitos políticos são:
• Lei n.° 4.737, de 15.07.1965 (Código Eleitoral)
• Lei n.° 9.096, de 19.09.1995 (dispõe sobre partidos políticos)
• Lei n.° 9.504, de 30.09.1997 (estabelece normas para as eleições)
• Lei n.° 9.709, de 18.11.1998 (regulamenta a execução de plebiscitos, referendos e iniciativa popular)
• Lei Complementar n.° 64, de 18.05.1990 (estabelece casos de inelegibilidade), alterada pela Lei Complementar n.° 81, de 13.04.1994.

Bibliografia
• ARAÚJO, Luiz Alberto David; NUNES JÚNIOR, Vidal Serrano. Curso de direito constitucional, 7ª ed. São Paulo: Saraiva, 2003.
• BASTOS, Celso Ribeiro. Curso de direito constitucional, 19ª ed. São Paulo: Saraiva, 1998.
• Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, 1ª edição, Objetiva, 1991.
• GUIMARÃES, Francisco Xavier da Silva, Nacionalidade: Aquisição, Perda e Reaquisição, 1ª edição, Forense, 1995.
• PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi, HISTÓRIA DA CIDADANIA, Editora Contexto, ISBN 85-7244-217-0
• SILVA, José Afonso da. Curso de direito constitucional positivo, 16ª ed. São Paulo: RT, 1999.

Cidadania

O QUE É CIDADANIA?

É um assunto muito comentado no meio escolar e na sociedade. São várias as definições. Mas CIDADÃO, é uma pessoa que tem Direitos e Deveres, exercendo-os na sociedade em que vive. Já a Cidadania é o exercício da conquista desses direitos e do cumprimento dos deveres. É um campo social e político em permanente construção, onde as pessoas participam como integrantes de uma coletividade.
Agora que estudamos alguns conceitos de Cidadão e Cidadania, vamos fazer algumas reflexões sobre o representa o cidadão, no contexto do mundo em que vivemos. Somos integrantes de um mundo constituído pela nossa família, cidade e pátria, onde vivemos e convivemos uns com os outros. NÃO NASCEMOS PERFEITOS, POIS PRECISAMOS SEMPRE CRESCER E MELHORAR COMO PESSOA E PROFISSIONAL. E assim como nós, os outros precisam crescer também como pessoa e profissional.
Vejamos agora o seguinte caso de total falta de conhecimento da cidadania. Total ausência do senso de participação e de desobediência dos princípios de convivência humana. Refiro-me as torcidas organizadas de times de futebol, atualmente. Digo atualmente por que na minha adolescência fiz parte de torcida. E freqüentava os estádios. E nunca foi necessário “busca de arma” para se ter acesso a um local público. Voltando ao assunto, estas “torcidas organizadas” estão contribuindo para um desajustamento total e principalmente perdendo o controle emocional. Desviando suas emoções para um lado destrutivo. Contribuindo para a ausência de torcedores aos estádios, para assistirem de perto seus times favoritos e seus ídolos jogarem. Torna-se necessário dizer, que não são todos. Mas pelo que a televisão tem nos mostrado ultimamente é uma calamidade.
O verdadeiro cidadão procura é zelar pelo bem público, respeitar as pessoas e o local onde freqüenta. O lazer é um direito de todos, cada qual de uma forma que achar melhor. Mas evitando a violência, a discórdia, o conflito.
Retornando ao tópico, podemos dizer ainda que para cada direito corresponde também um dever e vice-versa, conforme exemplos a seguir:

• Em nosso País, a pessoa tem o dever e o direito de votar. Em algumas nações, este dever é facultativo; ou seja, as pessoas têm o direito de escolher seus governantes, mas não são obrigados a votar;
• O dever e o direito de prestar o serviço militar (este dever também é facultativo em algumas nações, no Brasil, é obrigatório);
• O dever de respeitar e o direito de ser respeitado;
• O direito de viver e o dever de respeitar a vida;
• O dever de trabalhar e o direito de exercer qualquer atividade.

Aquarela - Toquinho

Leãozinho - Caetano

Você não me ensinou a te esquecer

Você é Linda - Caetano

Sozinho - Caetano Veloso

Recomeçar

Corra riscos

Nós somos feitos de emoções

Escolhas

Karatê - Tigorio 3

Karatê Tigorio 2

Karatê Tigorio

Filtro Solar - Pedro Bial

Ballet - Lindo!!!!!

O Menestrel

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O que é alquimia?

O que é Alquimia?
A palavra alquimia vem do árabe quer dizer (AL-Khemy - A química). Esta ciência começou a se desenvolve por volta do século III a.C. em Alexandria, o centro de convergência da época e de recriação das tradições gregas-pitagóricas, platônicas estóica, egípcias e orientais.
A alquimia deve sua existência à mistura de três correntes: a filosofia grega, o misticismo oriental e a tecnologia egípcia. Obteve grande êxito na metalurgia, na produção de papiros e na aparelhagem de laboratório, mas não conseguiu seu principal objetivo: Pedra Filosofal.
Alquimia: Ciência ou Seita?
Por causa de sua origem, a alquimia apresentou um caráter místico, pois absorveu as ciências ocultas da Mesopotâmia, Pérsia, Caldéia, Egito e Síria. A arte hermética da alquimia já nasceu em lenda e mistério. Mais de dois mil anos antes do início da nossa era, os babilônios e os egípcios, procuravam obter ouro artificialmente, interessavam-se pela transformação dos metais em ouro. Nessa época, prática da alquimia era realizada sob o mais absoluto dos segredos, pois era considerada uma ciência oculta. Sob a influência das ciências advindas do Oriente Médio, os alquimistas passaram a atribuir propriedades sobrenaturais às plantas, letras, pedras, figuras geométricas e os números que eram usados como amuleto, como o 3, o 4 e o 7.
Os alquimistas usavam fórmulas e recitações mágicas destinadas a invocar deuses e demônios favoráveis as operações químicas. Por isso muitos eram acusados de pacto com demônio, presos, excomungados e queimados vivos pela Inquisição da Igreja Católica. Por uma questão de sobrevivência, os manuscritos alquímicos foramelaborados em formas de poemas alegóricos incompreensíveis aos não iniciados.
Além disso, os alquimistas preparavam o ácido nítrico, a água-régia (mistura de ácido nítrico e clorídrico), nitrato de prata, que produz ulcerações no tecido animal, e a potassa cáustica (hidróxido de potássio), que permitia a fabricação de sabões. O sucesso da alquimia na Europa se deve aos árabes que introduziram idéias místicas acompanhadas por avanços práticos no procedimento químico como a destilação e pela descoberta de novos metais e componentes.
Finalidades da Alquimia
A partir das oscuras etimologias, o que pode-se ter claramente, através de uma leitura intrincada, enigmática e carregada de símbolos dos escritos alquimistas, é que as finalidades que perseguis a alquimia resume-se em três fundamentos:
1- Transformar os metais chamados inferiores (principalmente o mercúrio e o chumbo) em ouro ou em prata, metais superiores.
2- Preparar uma panacéia que cure as enfermidades humanas, conserve e devolva a juventude e prolongue a vida – Medicina Universal ou Elixir da Longa Vida.
3- Conseguir a transformação espiritual do alquimista de homem caído em criatura perfeita
Alquimia Chinesa
Para os alquimistas chineses, o principal objetivo era atingir a imortalidade. Para eles a não reatividade do ouro era inalterável e, por isso, imortal. Tentavam manufaturar o ouro e esperava-se que dessa forma, poderia ser preparada uma “pílula da imortalidade”. Acreditava-se também que ingerindo os alimentos em pratos feitos com esse ouro seria possível alcançar a tão sonhada longevidade. Os alquimistas chineses criaram elixires à base de enxofre, arsênico, mercúrio e não obtiveram sucesso em sua busca. Joseph Needham fez uma lista de imperadores cuja morte se pode pensar ter sido causada pelo envenenamento causado pelo consumo desses elixires. Dessa forma, a alquimia chinesa foi perdendo força e acabando desaparecendo com a ascensão do Budismo.
Curiosidades da Alquimia
De todo esse período em que o homem tem buscado riqueza e longevidade, restaram muitas histórias interessantes, algumas das quais merecem ser ressaltadas:
Ø Da influência alquímica, terminou se originando a palavra Laboratório: Labor=Trabalho Oratório = local de orações.
Ø Em função das condenações proclamadas pela Igreja aos alquimistas, durante a Idade Média, o cheiro de enxofre passou a ser associado ao diabo.
Ø Alquimistas faziam suas experiências com enxofre comum, sendo denunciados pelos fortes cheiros emanados de suas casas ou laboratórios, permitindo que fossem facilmente detectados e acusados de bruxaria e pacto com o demônio, pondo fim aos seus trabalhos.
Ø É também digno de registro a criação de Drácula, o vampiro, acusado de obter longevidade às custas do sangue humano. Seu surgimento não passou de uma bem sucedida tentativa para desmoralizar uma ordem mística alquimista, surgida na Idade Média, que trabalhava na obtenção do elixir da longevidade.
Ø Importante também, é enumerar as muitas descobertas feitas por alquimistas em seus laboratórios, nas suas tentativas para atingir a Pedra Filosofal: Água-régia, arsênico, nitrato de prata, acetato de chumbo, bicarbonato de potássios, ácidos sulfúrico, clorídricos, canfórico, benzóico e nítrico, sulfato de sódio e de amônia, fósforo, entre muitas outras coisas que possibilitaram a evolução da humanidade.
Nicolás Flamel
Talvez, entre os alquimistas mundiais e seguramente entre os franceses, Nicolás Flamel figura como o mais transcendente. Sua história é, simplesmente fabulosa e suas biografias ainda existem em Paris.
Não existe uma confirmação exata, mas parece que Nicolás Flamel nasceu em Poutoise, ao norte de Paris, em torno do ano de 1330. Seus Pais de origem modesta lhe deram os conhecimentos necessários para que se instalara em Paris como escrivão público. Estabeleceu seu escritório em um modesto espaço de madeira nos arredores da igreja St. Jacques la-Boucherie, onde hoje, dizem que está enterrado com sua esposa Perrenelle (atualmente só se conserva a torre da igreja).
Flamel, provavelmente teve em suas mãos escritos alquímicos para copiar, mas nunca havia despertado interesse pela alquimia, até que um dia, segundo deixou escrito, quando estava profundamente adormecido, lhe apareceu um anjo que sustentava na mão um livro antigo. Flamel - disse o anjo - olhe bem este livro. Você não será capaz de entendê-lo; nem você nem ninguém. Mas chegará um dia em que você será capaz de ver algo que ninguém verá.
Com este sonho e a influencia de alguns alquimistas que foi conhecendo ao passo do tempo, praticou e escreveu muitas obras a respeito de alquimia e principalmente relatos a respeitos de sua busca da Pedra Filosofal.
Morreu em 22 de março de 1418 e sua casa foi saqueada por caçadores de tesouros e gente ávida por encontrar a pedra filosofal ou receitas concretas para sua preparação. A lenda conta que em realidade o casal Flamel e Perrenelle não morreu, e que em sua tumba se encontraram suas roupas em lugar de seus corpos. Um autor renomado como Holmyard escreveu que “segundo se dizem, ambos foram vistos com vida e bem de saúde na Índia três séculos depois de serem dados por mortos”.
A alquimia é um mundo mágico e de muitos mistérios como a química e nós devemos desvendar os segredos dessa ciência que estuda as misturas e combinações, enxergando o mundo com outros olhos!