sábado, 22 de janeiro de 2011

A Física Moderna leva-nos ao encontro do Espírito e de Deus


A física quântica pode constituir uma ponte entre a ciência e o mundo espiritual, pois segundo ela, pode-se "reduzir" a matéria, de forma subjectiva e no domínio do abstracto, até à consciência - causa da "intelectualidade" da matéria. A consciência transforma as possibilidades da matéria em realidade, transformando as possibilidades quânticas em factos reais. Essa consciência deve apresentar uma unidade e transcender o tempo, espaço e matéria. Não é algo material, na realidade, é a base de todos os seres.

Recordemos o professor de Lyon In O Livro dos Espíritos (9):
23. Que é o Espírito?
- "O princípio inteligente do Universo".
a) - Qual a natureza íntima do Espírito?
- "Não é fácil analisar o Espírito com a vossa linguagem. Para vós, ele nada é, por não ser palpável. Para nós, entretanto, é alguma coisa."
Tanto é assim, que os físicos teóricos postulam a existência de uma "partícula", que seria a partícula "fundamental", que ainda não foi encontrada, mas a qual o Prémio Nobel da física, Leon Lederman, denomina a "partícula divina". Partícula essa decisiva pois é ela que determina a massa das restantes, bem como a coesão dada pela gravidade dos 90% do universo ainda desconhecido.
Leiamos Kardec In O Livro dos Espíritos (9):
25. O Espírito independe da matéria, ou é apenas uma propriedade desta, como as cores o são da luz e o som o é do ar?
- "São distintos uma do outro; mas, a união do Espírito e da matéria é necessária para intelectualizar a matéria."
26. Poder-se-á conceber o Espírito sem a matéria e a matéria sem o Espírito?
- "Pode-se, é fora de dúvida, pelo pensamento."
Cabe lembrar que os físicos, a partir das pesquisas do norte-americno Murray Gel Mann nos aceleradores de partícula, já admitem a existência de um domínio externo ao mundo cósmico dito material onde provavelmente existam agentes activos também chamados frameworkers, capazes de actuar sobre a energia do Universo, modulando-a e dando-lhe formas de partícula atómica, ou seja por outras palavras - o espírito, chamado também "Agente Estruturador"por vários físicos teóricos.
Retomemos novamente o mestre lionês In O Livro dos Espíritos (9):
76. Que definição se pode dar dos Espíritos?
- "Pode dizer-se que os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Povoam o Universo, fora do mundo material."
536. São devidos a causas fortuitas, ou, ao contrário, têm todos um fim providencial, os grandes fenómenos da Natureza, os que se consideram como perturbação dos elementos?
- '"Tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus."
b) - Concebemos perfeitamente que a vontade de Deus seja a causa primária, nisto como em tudo; porém, sabendo que os Espíritos exercem acção sobre a matéria e que são os agentes da vontade de Deus, perguntamos se alguns dentre eles não exercerão certa influência sobre os elementos para os agitar, acalmar ou dirigir?
- "Mas evidentemente. Nem poderia ser de outro modo. Deus não exerce acção directa sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos."

A Teoria das Supercordas e a Dimensão Psi

Outra teoria quântica, que vem de encontro a existência de uma "partícula divina consciêncial" no final da escala das partículas subatómicas, é a teoria das supercordas. Essa teoria foi melhorada e é defendida por um dos físicos teóricos mais respeitados da actualidade Edward Witten, professor do Institute for Advanced Study em Princeton, EUA. De maneira bastante simples e resumida, a teoria das supercordas postula que os quarks, mais ínfima partícula subatómica conhecida até o momento, estariam ligados entre si por "supercordas" que, de acordo com sua vibração, dariam a "tonalidade" específica ao núcleo atómico a que pertencem, dando assim as qualidades físico-químicas da partícula em questão.
Querer imaginá-las é como tentar conceber um ponto matemático: é impossível, por enquanto. Além disso, são inimaginavelmente pequenas. Para termos uma ideia: o planeta Terra é dez a vinte ordens grandeza mais pequeno do que o universo, e o núcleo atómico é dez a vinte ordens de grandeza mais pequeno do que a Terra. Pois bem, uma supercorda é dez a vinte ordens mais pequena do que o núcleo atómico.
O professor Rivail, esclarece In O Livro dos Espíritos (9):
30. A matéria é formada de um só ou de muitos elementos?
- "De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais simples não são verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva."
Ou seja, é a vibração dessas infinitesimais "cordinhas" que seria responsável pelas características do átomo a que pertencem. Conforme vibrem essas "cordinhas" dariam origem a um átomo de hidrogénio, hélio e assim por diante, que por sua vez, agregados em moléculas, dão origem a compostos específicos e cada vez mais complexos, levando-nos a pelo menos 11 dimensões.
Corrobora Allan Kardec In O Livro dos Espíritos (9):
79. Pois que há dois elementos gerais no Universo: o elemento inteligente e o elemento material, poder-se-á dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes o são do elemento material?
- "Evidentemente. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do princípio material.."
64. Vimos que o Espírito e a matéria são dois elementos constitutivos do Universo. O princípio vital será um terceiro?
- "É, sem dúvida, um dos elementos necessários à constituição do Universo, mas que também tem sua origem na matéria universal modificada. É, para vós, um elemento, como o oxigénio e o hidrogénio, que, entretanto, não são elementos primitivos, pois que tudo isso deriva de um só princípio."
Essa teoria traz a ilação de que tal tonalidade vibratória fundamenta é dada por algo ou alguém, de onde abstraímos a ?consciência? como factor propulsor dessas cordas quânticas. Assim sendo, isso ainda mais nos faz pensar numa unidade consciencial vibrando a partir de cada objecto, de cada ser.
Complementa Kardec In O Livro dos Espíritos (9):
615. É eterna a lei de Deus?
- "Eterna e imutável como o próprio Deus."
621. Onde está escrita a lei de Deus?
- "Na consciência."
Seguindo esta teoria e embarcando na ideia lançada por André Luiz In Evolução em Dois Mundos (11), onde somos co-criadores dessa consciência universal, e cada vez mais responsáveis por gerir o estado vibracional das nossas próprias "cordinhas" - a chamada dimensão Psi por vários investigadores espiritas -, à medida que delas nos conscientizemos, chegaremos a harmonia perfeita quando realmente entrarmos em sintonia com a consciência geradora que está em nós, e também no todo, vulgarmente conhecida por Deus, ou como alguns físicos teóricos sustentam "O Supremo Agente Estruturador".
Leiamos o Codificador In O Livro dos Espíritos (9):
5. Que dedução se pode tirar do sentimento instintivo, que todos os homens trazem em si, da existência de Deus?
- "A de que Deus existe; pois, donde lhes viria esse sentimento, se não tivesse uma base? É ainda uma consequência do princípio - não há efeito sem causa."
7. Poder-se-ia achar nas propriedades íntimas da matéria a causa primária da formação das coisas?
- "Mas, então, qual seria a causa dessas propriedades? É indispensável sempre uma causa primária."
Interpretemos Allan Kardec In A Génese (10) Cap. II - A Providência:
20. - A providência é a solicitude de Deus para com as suas criaturas. Ele está em toda parte, tudo vê, a tudo preside, mesmo às coisas mais mínimas. É nisto que consiste a acção providencial.
«Como pode Deus, tão grande, tão poderoso, tão superior a tudo, imiscuir-se em pormenores ínfimos, preocupar-se com os menores actos e os menores pensamentos de cada indivíduo?» Esta a interrogação que a si mesmo dirige o incrédulo, concluindo por dizer que, admitida a existência de Deus, só se pode admitir, quanto à sua acção, que ela se exerça sobre as leis gerais do Universo; que este funcione de toda a eternidade em virtude dessas leis, às quais toda criatura se acha submetida na esfera de suas actividades, sem que haja mister a intervenção incessante da Providência.
Esta consciência única do raciocínio quântico, transforma-se em dois elementos: um objectivo e outro subjectivo. O subjectivo chamamos de ser quântico, universal, indivisível. A individualização desse ser é consequência de um condicionamento. Esse ser quântico é a maneira como pensamos em Deus, que é o ser criador dentro de nós.
Voltemos ao génio de Lyon In A Génese (10) Cap. II - A Providência:
34. - Sendo Deus a essência divina por excelência, unicamente os Espíritos que atingiram o mais alto grau de desmaterialização o podem perceber. Pelo facto de não o verem, não se segue que os Espíritos imperfeitos estejam mais distantes dele do que os outros; esses Espíritos, como os demais, como todos os seres da Natureza, se encontram mergulhados no fluido divino, do mesmo modo que nós o estamos na luz.
Geralmente, nós interpretamos Deus como algo unicamente externo. Pensamos em Deus como um ser separado de nós. Isso é a causa dos conflitos. Se Deus também está dentro de nós, podemos mudar por nossa própria vontade. Mas se acreditamos que Deus está exclusivamente do lado de fora, então supomos que só Ele pode nos mudar e não nos transformamos pela nossa própria vontade. Não podemos excluir a nossa vontade, dizendo que tudo ocorre pela vontade de Deus. Temos de reconhecer o deus que há em nós, como afirmou o Doce Amigo há 2000 anos. Então seremos livres.
Allan Kardec atesta In A Génese (10) Cap. II - A Providência:
24. - (...) Achamo-nos então, constantemente, em presença da Divindade; nenhuma das nossas acções lhe podemos subtrair ao olhar; o nosso pensamento está em contacto ininterrupto com o seu pensamento, havendo, pois, razão para dizer-se que Deus vê os mais profundos refolhos do nosso coração. Estamos nele, como ele está em nós, segundo a palavra do Cristo.
Para estender a sua solicitude a todas as criaturas, não precisa Deus lançar o olhar do Alto da imensidade. As nossas preces, para que ele as ouça, não precisam transpor o espaço, nem ser ditas com voz retumbante, pois que, estando de contínuo ao nosso lado, os nossos pensamentos repercutem nele.

O Livro dos Espíritos: uma obra actual e de referência

A Física continua a dar ao Espiritismo, ainda que os físicos de tal não se apercebam, ou melhor, não queiram por enquanto se aperceber, uma contribuição gigantesca na confirmação dos postulados espíritas, que de maneira nenhuma nós, os espíritas, poderemos subestimar. Existe uma ciência espírita, com uma metodologia de ciência, assentada nas questões espirituais, mais do que possamos imaginar, e a prova disso é O Livro dos Espíritos (9) - uma obra actual - um manancial para a Física Moderna. Trazendo-nos um novo conceito básico sobre a visão macro e microcósmica de Deus (ao defini-Lo como "a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas") do Espírito e da Matéria propriamente dita.
Concluímos com Allan Kardec In O Livro dos Espíritos (9) resumindo toda esta teoria da Física Moderna de forma magistral, simplesmente espantoso, acreditem...:
27. Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o Espírito?
- "Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer acção sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, seja lícito classificá-lo com o elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse positivamente matéria, razão não haveria para que também o Espírito não o fosse. Está colocado entre o Espírito e a matéria; é fluido, como a matéria, e susceptível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a acção do Espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o Espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá."
Luís de Almeida é Dirigente do Centro Espírita Caridade por Amor, da cidade do Porto, com pagina na Internet http://www.terravista.pt/PortoSanto/1391
Email: electronico ceca@sapo.pt

Bibliografia:

(1) Dyson, Freeman em INFINITO EM TODAS AS DIRECÇÕES - Edições Gradiva - 1990 - Portugal.
(2) Greene, Brian em O UNIVERSO ELEGANTE - Edições Gradiva - 2000 - Portugal.
(3) Hawking, Stephen em BREVE HISTÓRIA DO TEMPO (Edição actualizada e aumentada, comemorativa do 1º Aniversário) - Edições Gradiva - 2000 - Portugal.
(4) Hawking, Stephen em O FIM DA FÍSICA - Edições Gradiva - 1994 - Portugal.
(5) Homepage, CERN - ORGANISATION EUROPEENNE POUR LA RECHERCHE NUCLEAIRE -http://www.cern.ch/
(6) Homepage, ESA - EUROPEAN SPACE AGENCY - http://www.esa.int/
(7) Homepage, FERMILAB - FERMI NATIONAL ACCELERATOR LABORATORY - http://www.fnal.gov/
(8) Homepage, NASA - NATIONAL AERONAUTICS & SPACE ADMINISTRATION -http://www.nasa.gov/
(9) Kardec, Allan em O LIVRO DOS ESPÍRITOS - Edições FEB 76ª edição
(10) Kardec, Allan em A GÉNESE - Edições FEB 36ª edição.
(11) Luiz, André em EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS - Edições FEB 12ª edição
(12) Reeves, Hubert em O PRIMEIRO SEGUNDO - Edições Gradiva - 1996 - Portugal.
(13) Sagan, Carl em UM MUNDO INFESTADO DE DEMÓNIOS - Edições Gradiva - 1997 - Portugal.
(Publicado no Boletim GEAE Número 430 de 19 de fevereiro de 2002)

O Que É Fisica Quantica (Carlos Iafelice Junior)






A Mecânica Quântica ou Física Quantica é a parte da física que estuda o estado de sistemas onde não valem os conceitos usuais na mecânica clássica tais como os de trajetória e o de distingüibilidade de partículas idênticas -; aliás, os dois conceitos são intimamente relacionados; usualmente estuda o movimento das partículas muito pequenas, ou seja, em nível microscópico. Entretanto, efeitos há que ocorrem a nível macroscópico -;ver adiante. O conceito de partícula -;muito pequena , mesmo que de limites muito imprecisos, relaciona-se com as dimensões nas quais começam a ficar evidentes efeitos como a impossibilidade de conhecer com infinita acuidade e ao mesmo tempo a posição e a velocidade de uma partícula - veja Princípio da incerteza de Heisenberg, entre outros. Os ditos efeitos chamam-se - ; efeitos quânticos.
Assim, a Mecânica Quântica é a que descreve o movimento de sistemas nos quais os efeitos quânticos são relevantes. Experimentos mostram que estes são relevantes em escalas de até 1000 átomos. Entretanto, existem situações onde mesmo em escalas macroscópicas, os efeitos quânticos se fazem sentir de forma manifestamente clara, como nos casos da supercondutividade e da superfluidez. A escala que regula em geral a manifestação dos efeitos quânticos é o raio de Bohr.
Conclusões da Mecânica Quântica
As conclusões mais importantes desta teoria são:


Em estados ligados, como o elétron girando ao redor de um átomo, a energia não se troca de modo contínuo, mas sim em de modo discreto - descontínuo, em transições cujas energias podem ou não ser iguais umas às outras. A idéia de que estados ligados têm níveis de energias discretas é devida a Max Planck.

O de ser impossível atribuir ao mesmo tempo uma posição e uma velocidade exatas a uma partícula, renunciando-se assim ao conceito de trajetória, vital em Mecânica Clássica. Ao invés da trajetória, o movimento de partículas em Mecânica Quântica é descrito por meio de uma função de onda, que é uma função da posição da partícula e do tempo. A função de onda é interpretada por Max Born como uma medida da probabilidade de se encontrar a partícula em determinada posição e em determinado tempo. Esta interpretação é a mais aceita pelos físicos hoje, no conjunto de atribuições da Mecânica Quântica regulamentados pela Escola de Copenhagen..
Apesar de ter sua estrutura formal basicamente pronta desde a década de 1930, a interpretação da Mecânica Quântica foi objeto de estudos por várias décadas. O principal é o problema da medida em Mecânica Quântica e sua relação com a não-localidade e causalidade. Já em 1935, Einstein, Podolski e Rosen publicaram seu Gedankenexperiment, mostrando uma aparente contradição entre localidade e o processo de Medida em Mecânica Quântica. Nos anos 60 J. S. Bell publicou uma série de relações que seriam respeitadas caso a localidade ? ou pelo menos como a entendemos classicamente ? ainda persistisse em sistemas quânticos. Tais condições são chamadas desigualdades de Bell e foram testadas experimentalmente por A. Aspect, P. Grangier, J. Dalibard em favor da Mecânica Quântica. Como seria de se esperar, tal interpretação ainda causa desconforto entre vários físicos, mas a grande parte da comunidade aceita que estados correlacionados podem violar causalidade desta forma.
Tal revisão radical do nosso conceito de realidade foi fundamentada em explicações teóricas brilhantes para resultados experimentais que não podiam ser descritos pela teoria Clássica, que incluem:

Espectro de Radiação do Corpo negro, resolvido por Max Planck com a proposição da quantização da energia.
Explicação do experimento da dupla fenda, no qual eléctrons produzem um padrão de interferência condizente com o comportamento ondular.
Explicação por Albert Einstein do efeito fotoelétrico descoberto por Heinrich Rudolf Hertz, onde propõe que a luz também se propaga em quanta (pacotes de energia definida), os chamados fótons.
O Efeito Compton, no qual se propõe que os fótons podem se comportar como partículas, quando sua enegia for grande o bastante.
O desenvolvimento formal da teoria foi obra de esforços conjuntos de muitos físicos e matemáticos da época como Erwin Schrödinger, Werner Heisenberg, Einstein, <

Física Quântica


 
    No começo dos tempos da civilização, o homem já tinha uma aguçada curiosidade sobre como funcionam as coisas. Os gregos surgiram inicialmente com a idéia de que se partíssemos um elemento qualquer um número muito grande de vezes, chegaríamos a uma partícula de tamanho mínimo e indivisível, a qual eles denominaram átomo, que em grego significa indivisível. O átomo foi considerado como partícula constituinte de todos os elementos existentes na Terra. Apenas no século XVI, é que realmente tiveram um desenvolvimento maior as teorias que explicavam o movimento interplanetário com o Sol posicionado no centro deste sistema.
    A física recebeu seu grande impulso então com o aparecimento de Galileu e Newton. Newton, que foi, senão o maior, um dos maiores físicos de todos os tempos, desenvolveu a mecânica clássica, que explicava o movimento dos corpos através da aplicação de forças neles. Ele desenvolveu também a chamada Teoria da gravitação, que explicava o motivo da atração entre massas. Newton também desenvolveu grandes idéias na área da óptica e principalmente desenvolveu a teoria do cálculo, que até hoje se mantém como a principal ferramenta matemática para o estudo da física. No século seguinte, surgiu Maxwell, que com suas quatro equações, conseguiu explicar todos os fenômenos do eletromagnetismo. Chegamos finalmente ao nosso século, quando apareceu Einstein, que baseado na teoria eletromagnética de Maxwell, desenvolveu a Teoria da Relatividade. A Teoria da Relatividade é a teoria mais importante da física e mostrou ser mais geral do que a mecânica clássica, podendo ser aplicada para qualquer caso. A Teoria da Relatividade funciona para corpos que se movem em velocidades próximas à velocidade da luz, que é de 300000km/s. A Mecânica Clássica, se mostrou ser um caso particular da Teoria da Relatividade para baixas velocidades. 
    No começo deste século, análises mais profundas do que ocorre na matéria, demonstraram que a mecânica clássica tem uma discrepância muito maior para dimensões da ordem do átomo do que para grandes velocidades. Nomes de grandes cientistas como Bohr, Schrödinger, Planck, Heisenberg, De Broglie, Compton e Pauli, tornaram-se sinônimos da nova Teoria desenvolvida: A mecânica quântica, que conseguia explicar os fenômenos que ocorriam no átomo. O nome está relacionado às dimensões envolvidas na teoria, as quais são muitíssimo pequenas. Temos então que para dimensões extremamente pequenas, os fenômenos podem ser explicados pela física quântica. Para velocidades baixas e elementos de nossa ordem de tamanho, funciona a física clássica, e para velocidades muito altas, temos que utilizar a Teoria da Relatividade. 
    A física quântica surgiu de várias propostas absurdas e aparentemente sem lógica, que apareceram apenas para explicar resultados experimentais. Einstein, por exemplo, nunca aceitou a física quântica pois ele dizia que “Deus não joga dados”, como afirmava a física quântica segundo o princípio da incerteza de Heisenberg. Surge então com a mecânica quântica a explicação de efeitos como o fotoelétrico, o efeito Compton, a noção da dualidade onda-partícula, que propõe que a luz seja onda e partícula ao mesmo tempo, partícula que recebe o nome de fóton. Surge também uma importante constante, a constante de Planck, que aparece após o estudo de um corpo negro, que é um corpo que tem a capacidade de absorver toda a energia que sobre ele incidir. Esta constante de Planck também ajuda a solucionar problemas como a chamada catástrofe do ultravioleta ou então explicar a radiação de um corpo em função de sua temperatura. Hoje em dia surgem cada vez mais novas teorias que tentam explicar tudo acima citado sobre a forma de uma equação simples que possa ser entendida por um leigo qualquer. A teoria que tem este interesse é denominada a Grande Teoria da Unificação.

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Bill Gates ou a história do homem mais rico do mundo

Prezados (as),

Sempre tive uma imensa curiosidade de conhecer a história de Bill Gates. Tenho profunda admiração por ele e seu trabalho  no mundo da tecnologia. Aliás, minha admiração se estende aos seus  parceiros que tiveram  grande papel em no desenvolvimento de seus projetos e sucesso no mundo tecnológico. Minha admiração por Bill Gates aumentou ao conhecer o homem cidadão, ser humno solidário e filantropo (preocupado com os outros). É muito difícil encontrarmos num mundo capitalista bili ou milionários com esse tipode preocupação  "ajudar a humanidade, naquela maior parcela menos favorecida. Encontrei num um pouco da história desse bilionário e decidi colocá-la aqui neste meu espaço pequeno a história desse grande visionário tecnológico e humanitário. 

Anadja


Bill(ionário) Gates

Todos nós desejamos ser milionários, nem que seja por um dia. Há quem trabalhe arduamente, em jornadas de quase 24 horas, e quem guarde todos os tostões por debaixo do colchão, a fim de arrecadar mais uns trocos. Há também aqueles que preferem uma via mais fácil e que optam por usar outros meios menos legais para obter o tão desejado quinhão. E depois há ainda os que, simplesmente, nascem com o rabo virado para a Lua.

Pois, quem olha para William Gates III, provavelmente pensa que é um homem igual a muitos outros. Os óculos que um dia já foram desproporcionais à cara, o cabelo penteado à "tótó", o sorriso tímido e a postura de low-profile que sempre fez questão em manter ao longo destes cinquenta anos, tantos quanto completou na passada sexta-feira, são a sua imagem de marca.
E a verdade é que ninguém seria capaz de imaginar que uma pessoa com esta imagem, alguém que não completou o curso universitário e que tem um aspecto de pseudo-intelectualóide "simplório", é mesmo o homem mais rico do Mundo

Pois é, as aparências iludem, e no caso de Bill Gates é mesmo assim.

COMO NASCE UM BILIONÁRIO?

Segundo um provérbio italiano, existem três maneiras de fazer dinheiro: herdando-o, casando com ele ou roubando-o. Mas o patrão da Microsoft é muito mais esperto que isso e no que respeita à sua fortuna, essa começou a ser criada, há 50 anos e dois dias.

William Gates III nasceu na cidade de Seattle a 28 de Outubro de 1955. O seu bisavô, J. W. Maxwell, já era um homem dado a cifrões e fundou, em 1906, o Banco Nacional de Seattle. O avô, James William Maxwell enveredou cedo pela carreira de bancário e foi ele que "ofereceu" o primeiro milhão de dólares a Bill Gates, através de um fundo criado por altura do seu nascimento.

O pai, William Henry Gates Jr, cedo se tornou num proeminente advogado corporativo e a mãe, Mary, era professora. O casal fazia parte da elite social e financeira de Seattle, por isso, Bill e as suas duas irmãs nunca sentiram grandes dificuldades, pelo menos no que se refere à questão económica.

Mas o jovem Bill era já uma pessoa um pouco à parte, mesmo quando criança. Numa entrevista à Revista Time, o patrão da Microsoft conta que passava muito tempo na cave de casa simplesmente a pensar. A mãe, preocupada, mandou-o a um psicólogo, mas não foi encontrada solução para o problema... Era feitio, não defeito e não valia a pena entrar em ruptura por causa disso.

Os pais optaram por outro tipo de estratégia: matricularam-no na escola de Lakeside, um dos mais caros e selectos estabelecimentos de ensino de Seattle. Com 13 anos, e com uma máquina semelhante à que os cientistas da Universidade de Stanford e do MIT - Massachussets Institute of Technology, a DEC PDP-10, Bill descobriu o "milagre" da tecnologia e esse foi mesmo o princípio de tudo. Foi também em Lakeside que Gates conheceu Paul Allen, com quem mais tarde fundaria a Microsoft. Os dois amigos, juntamente com outros dois "hackers", formaram, em 1968, o "Lakeside Programmers Group" e, mais tarde, apenas com Allen, criou a Traf-O-Data, uma empresa que durou até 1973.

O jovem Gates era um aluno de "20", tido como um rebelde que nem pegava nos livros. Mas a sua preocupação ia muito além das notas e dos relatórios dos professores. Com apenas 17 anos, Bill vendeu o seu primeiro programa informático (um programa de organizar horários) pela bela soma de 4 mil e duzentos dólares.

Depois, com o final do secundário, veio a universidade. Sem problemas em termos de notas ou de dinheiro, e mesmo sem saber bem aquilo que pretendia, o futuro bilionário inscreveu-se em Direito na Universidade de Harvard. E até que se saiu bem, no mesmo modo com que passou os anos de liceu, mas era mais que evidente que o seu coração e cabeça não estavam nos livros. Mantendo-se em estreito contacto com o amigo de infância, Paul Allen, juntos criaram a primeira linguagem de programação para computadores: o BASIC e foi este instante na história que marcou a diferença.

O PRINCÍPIO DE UM IMPÉRIO

Gates e Allen depressa começaram a pensar na criação de uma empresa de software, mas Bill não sabia ao certo se devia ou não desistir da faculdade. Mas tudo iria mudar em 1974, quando se deparou com um exemplar da revista "Popular Science" que fazia capa com o "Altair 8800", intitulado como o primeiro microcomputador do Mundo. Dias depois, Bill Gates entrou em contacto com a MITS, empresa criadora do "Altair" e informou-os que ele e Allen tinham criado uma linguagem BASIC que poderia ser utilizada por aquela máquina. A MITS gostou tanto do programa que depressa adquiriu os direitos da referida linguagem de programação. Foi este o momento decisivo para Bill Gates: desistiu de Harvard e, com Paul Allen, fundou a Micro-Soft em 1975, empresa que mais tarde passaria a ser conhecida como a Microsoft Corporation.

O mercado do software estava mesmo nos primórdios, mas a dupla era perfeitamente visionária e sabia que, mais cedo ou mais tarde, o sucesso iria bater-lhes à porta. E não demorou assim tanto. Em 1980, a IBM assinou um contrato com a Microsoft para que esta criasse um sistema operativo que seria instalado nos computadores pessoais (PC) que estavam prestes a ser comercializados. Porém, a empresa de Gates e Allen não tinha, até à data, nenhum sistema do género, então a opção foi comprar um clone do então existente CP/M a uma pequena empresa de Seattle. O sistema chamava-se QDOS, mas a Microsoft renomeou-o de MS-DOS e vendeu-o à IBM.

Com o crescente mercado de computadores e com uma série de máquinas semelhantes às produzidas pela IBM (caso da Compaq) e devido a uma "benesse" contratual, a Microsoft foi premiada com o facto de poder vender o sistema operativo a outros fabricantes de PCs. Depressa a empresa familiar de Gates e Allen passou a dar cartas na indústria dos computadores, tornando-se uma das mais importantes criadoras e fornecedoras de software.

Em 1986, os lucros eram já de 61 milhões de dólares. Paul Allen, já milionário, decidiu optar pela reforma mais que antecipada, mas Gates não quis abandonar a Microsoft e decidiu apostar naquilo que lhe parecia ser o futuro: a ligação de computadores em rede.

No final dos anos 80, o lançamento do Windows colocou a Microsoft no top das maiores empresas de software do Mundo e em meados dos anos 90, foi este gigante informático que colocou Bill Gates na lista dos Homens Mais Ricos do Mundo, da Revista Forbes (em 2004 continuava no topo da lista com cerca de 50 biliões de dólares). O sucesso das várias versões do Windows, a cada vez maior proeminência da Internet e, claro, do Internet Explorer, a criação da consola XBox, entre muitos outros aspectos continuam a fazer com que Gates seja sem dúvida um dos homens mais visionários de todos os tempos, pelo menos no que toca a tecnologia.

HOMEM DE FAMÍLIA E SOLIDÁRIO

Apesar daquela que para muitos é perfeitamente inimaginável fortuna de perto 50 biliões de dólares, aos 50 anos Bill Gates continua a ser um homem de princípios, que preza a sua privacidade e a sua vida familiar e que, acima de tudo, é considerado o maior filantropo do Mundo.

Casado com Melinda French desde 1994, Gates tem três filhas, actualmente com 9, 6 e três anos. Retirado de director da Microsoft (Steve Ballmer assumiu este cargo em 1998), mas continuando com um papel activo na mega-empresa que criou, aquele que é o homem mais rico do Mundo arranjou outros interesses ao longo dos tempos. Investiu em empresas de biotecnologia e fundou a Corbis, que está a desenvolver um arquivo digital de peças de arte e fotografias provenientes de colecções públicas e privadas de todo o Mundo. Conseguiu também arranjar tempo para escrever dois livros, "Negócios à Velocidade do Pensamento" e "The Road Ahead", que depressa atingiram a lista de grandes best-sellers.

Mas o maior espanto vai mesmo para a Fundação Bill e Melinda Gates, uma instituição de solidariedade social cujos fundos se revertem em favor de bolsas de estudo para algumas minorias raciais, apoios a famílias em risco, construção de bibliotecas públicas e investigação médica. Só nesta fundação, Bill Gates despendeu 27 biliões, por isso não podemos mesmo chamá-lo de forreta, nem de egoísta, já que de três em três meses ele vende 20 milhões de acções da Microsoft e reinveste em empresas como os caminhos-de-ferro canadianos ou a Cox Communications.

Quanto ao futuro, esse está bem guardado, embora já se preveja que a próxima versão do Windows, intitulada Vista (anteriormente Longhorn), esteja pronta em 2006 e que a aposta da Microsoft na criação de software de certeza não ficará por aí.

Até lá, Bill Gates continuará resguardado, no seu "palácio" em Medina, Washington, uma verdadeira casa do século XXI, "inteligente" como há quem goste de chamar, já que a tecnologia não é algo que falte. E se as ideias acabarem, ele poderá sempre passar o tempo a contar todos os seus tostões, como faz o Tio Patinhas nas histórias da Disney...

in "DN Madeira"